sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Final do ano deve gerar 1.800 vagas em Itabuna


temporárias no comércio de Itabuna, segundo a estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que prevê 200 vagas a mais do que no mesmo período de 2009, quando foram contratados cerca de 1.600 trabalhadores para atender a demanda do Natal.
Para o presidente da CDL, Jorge Braga, o número de contratações formais também será maior neste final de ano por causa da abertura de novas lojas no Jequitibá Plaza Shopping. “Acredito que teremos um final de ano muito positivo para o nosso comércio”.
As contratações temporárias, que começaram no final do mês passado, são uma grande chance para quem está desempregado ser contratado com carteira assinada por um período mais longo.
“Temos pelo menos dois vendedores que entraram como temporários e acabaram efetivados”, conta o gerente de loja Márcio Fernandes de Souza. Ele afirma que a loja aumentou de quatro para seis o número de funcionários para atender a clientela.
“A depender da necessidade, podemos contratar pelo menos mais duas vendedoras. Estou apostando no aumento de até 20% nas vendas deste ano, em relação ao ano passado”.


Temporário
A verdade é que o Natal gera lucros para o comerciante e é um período de desafogo para as pessoas que conseguem ser contratadas por, pelo menos, 90 dias. É o caso de Renata Alves dos Santos (foto acima), que conseguiu vaga de consultora de vendas em uma loja de perfumes.
Mas ela não está satisfeita apenas com a contratação e promete muita dedicação para ser efetivada após o término do contrato. “Fui contratada por três meses e estou muito feliz. Sempre trabalho pensando em fazer o melhor e ser efetivada”.
Dedicação foi o que não faltou a Maria Antonieta (segunda foto), que há nove anos conseguiu transformar o sonho de um emprego fixo em realidade. “Entrei sem expectativa, mas fui observada e, devido ao meu desempenho, efetivada logo após o término do contrato”.
O desempenho trouxe resultado muito acima do esperado. “Hoje sou gerente de duas lojas em Itabuna”. Ela acredita que a vontade de trabalhar cada vez melhor a fez permanecer no local até hoje.
A rede de lojas em que a gerente financeira Zoraide Pinheiro trabalha geralmente contrata nove temporários, distribuídos em quatro unidades.
“Em 2009 foram nove contrações e nesse ano também será nessa média. Em muitos casos, acontece de um deles permanecer na empresa após o término do contrato”.
Campanha
A Campanha “Natal Centenário no Comércio de Itabuna” vai oferecer 100 vales- compras de R$ 500, quatro motos 125 cc e um carro “0” Km. Cada compra de R$ 20 dá direito a um cupom. A premiação deste ano será de R$ 300 mil.
Os sorteios começam no dia 1º de dezembro, em um estande da Praça Adami, no centro de Itabuna, em bairros como São Caetano, Califórnia e Santo Antônio, além do Shopping Jequitibá. O carro será sorteado no dia 7 de janeiro

O Sonho de Jonas

A violência às portas da igreja

Crimes vitimando crentes são cada vez mais comuns, trazendo perplexidade à comunidade evangélica.


Pais e amigos de Karla Santos choram em seu enterro: ato de violência gratuita contra jovem evangélica chocou o país.

O crime, ocorrido no fim de março, ganhou as páginas dos jornais de todo o país. A estudante Karla Leal dos Reis, de 25 anos, voltava para casa, na região central do Rio de Janeiro, na companhia do pai, o porteiro Carlos Antônio dos Reis, e da mãe, a vendedora Iolete Fátima Leal dos Reis, após participar de um culto na Igreja Assembleia de Deus da Penha, subúrbio da cidade. A família foi abordada por três assaltantes, por volta das 20h de um domingo, após descer do ônibus. Depois de entregar tudo o que lhe foi exigido, Karla pediu a um dos bandidos que lhe devolvesse o crachá da empresa onde trabalhava como estagiária de administração e sua Bíblia. O criminoso a atendeu, mas, momentos depois, sem nenhuma explicação, disparou na estudante pelas costas, atingindo sua nuca. Karla morreu com o livro nas mãos. No momento do sepultamento, sua mãe ergueu um clamor a Deus: “Senhor, minha filha está descansando em teus braços, mas me dá um consolo. Acalma esta cidade e o rapaz que fez isso, para que ele venha à tua casa. Conforta o coração aflito da mãe dele e de todas as mães que sofrem como eu”.

Ocorrências policiais vitimando evangélicos têm se multiplicado pelo país, fazendo com que os crentes engrossem as pavorosas estatísticas que dão conta de 40 mil mortes violentas por ano no país. Em Uberaba (MG), um evangélico é fuzilado e tomba com a Bíblia na mão. Em São Sebastião (DF), um homem é alvejado com um tiro nas costas em plena Semana Santa, dentro do templo da Assembleia de Deus. Em Vila Kennedy, subúrbio do Rio, um jovem evangélico confessa que matou a ex-namorada por envenenamento, após adicionar chumbinho – fórmula usada para eliminar ratos – em sua comida. Na região metropolitana do Recife (PE), um adolescente de 15 anos foi assassinado em frente ao templo de uma igreja. Na mesma cidade, um evangélico de 47 anos é alvejado por dois motociclistas quando voltava da igreja para sua casa. Em Matriz de Camaragibe (AL), dois homens invadiram uma igreja no centro da cidade e assassinaram a golpes de peixeira um trabalhador rural. E um evangélico de 48 anos foi abatido com um tiro no peito ao lado de sua mulher, logo após ter saído de um culto em Piabetá, no Grande Rio. A polícia suspeita que outro frequentador de sua igreja seja o assassino.

Essa lista chocante de crimes recentes tem em comum o fato de todos envolverem cristãos que morreram de forma violenta em diferentes cidades do Brasil, alguns deles dentro de suas igrejas ou logo após terem participado de momentos de culto a Deus. E a sensação de insegurança, que já afeta a sociedade como um todo, tem entrado com força nas igrejas evangélicas, deixando perplexos muitos crentes acostumados a acreditar no cuidado divino diante das tragédias da vida. Repleta de promessas de proteção – como o Salmo 91, que diz que aquele que habita no abrigo do Altíssimo será livrado do laço do caçador, do veneno mortal e da flecha –, a Bíblia oferece consolo ao que sofre, mas se por um lado a oração da mãe enlutada mostra um profundo entendimento da realidade – muitas vezes dura –, por outro não são poucos os irmãos que se afundam em questionamentos ao tomar conhecimento de crimes como o perpetrado contra Karla.

Para compreender de que modo eventos como esses se coadunam com as Escrituras, antes de mais nada é preciso conhecer o contexto em que é feita cada afirmação sobre a proteção divina. “Quando lemos a Palavra de Deus, temos de examinar todas as passagens que falam sobre determinado tema. Não podemos ler apenas um trecho, como a poesia escrita por um guerreiro num contexto de batalha, e tomá-lo como regra”, pondera o bispo Walter McAlister, primaz da Aliança das Igrejas Cristãs de Nova Vida. Ele explica que, na época do rei Davi, os povos entendiam que, numa guerra, saía vitorioso aquele cujo deus era mais forte. Esse seria o contexto no qual foi escrito o Salmo 91 – bem diferente da realidade brasileira do século 21. “O crente não está blindado por sua devoção a Cristo”, continua McAlister. “O próprio Jesus afirmou que no mundo teríamos aflições. Afinal, aprouve a Deus que seu próprio Filho fosse moído por nossas transgressões. Quanto mais nós”. O bispo aponta um princípio bíblico básico: “Em nosso mundo, coisas boas e ruins acontecem para nós e nossos vizinhos. O livro de Jó deixa isso claro.”

“Ingenuidade” – Aquilo que a letra mostra é comprovado no dia-a-dia. A assistente social e pedagoga Rejane Romero trabalha diariamente com a violência. Pós-graduada em psicologia dos distúrbios de comportamento, ela atua no Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher de Belford Roxo, município com alto índice de criminalidade da Baixada Fluminense. Rejane diz que não existem estatísticas conhecidas no país que apontem especificamente quantas vítimas de assassinatos e outros tipos de violência são evangélicas, mas sua experiência mostra que a religião não é fator determinante na hora de se verificar quem sofreu qualquer espécie de ato violento: “Não há uma regra. Os índices de violência independem da tradição religiosa da vítima. Todo tipo de pessoa está sujeito a se tornar mais uma, mas vemos a intervenção divina em muitos casos”, observa. Ela cita como exemplo mulheres que sobrevivem a estupros. “Em metade das ocorrências que registramos, os estupradores deixam suas vítimas vivas por acreditar que estavam mortas e não desmaiadas, ou quando apenas fingiam. Vejo isso como um livramento de Deus”, conclui.

“A violência urbana é um fato social e atinge a todos. Entender que ser evangélico nos manteria livres dessa desarmonia social seria ingenuidade de nossa parte”, afirma o sociólogo Valdemar Figueiredo Filho, pastor da Igreja Batista Central em Niterói (RJ). Ele aponta uma contradição curiosa: apesar do número de evangélicos crescer cada vez mais no Brasil, a sociedade se deteriora mais e mais. A explicação estaria no fato de que a Igreja tem se voltado muito para dentro de si mesma: “Deveríamos ter uma ação voltada para a realidade, mas nos fechamos nos templos. Sem querer, somos excludentes. Precisamos estar menos apegados às estruturas e mais às pessoas. As igrejas precisam estar mais presentes nas suas comunidades.”

Professor de antropologia, sociologia e ciência política, o pastor Valdemar lembra que a discussão sobre o tema não é nova, pois tanto no Antigo quanto no Novo Testamento diversos personagens bíblicos questionaram a prosperidade dos ímpios e o próprio sofrimento. “É importante lembrar que pertencer a Cristo pode trazer prejuízos sociais”, ratifica. “Mas, apesar disso, os cristãos são chamados para proclamar esperança, salvação e libertação a todo tempo. Não podemos é ficar encastelados em nossas igrejas, apontando para a Bíblia e esquecendo da realidade.”

Em artigo publicado em seu website, Ilana Casoy, integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro consultivo da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil, apresenta um panorama duro: “Matar, neste país, é bem barato. Com uma rapidez absurda o assassino está nas ruas, isso quando cumpre algum tempo de cadeia”, protesta. A especialista advoga a busca por soluções científicas, e não mais tentativas infrutíferas que confundem e atrasam a tomada de medidas adequadas e eficientes.

Proteção divina – Há dez anos dedicando-se ao estudo de crimes violentos e assassinatos em série, Ilana dá sua receita: “Todo trabalho de prevenção ou diminuição de criminalidade se inicia com pesquisas relacionadas à infância e família, berço da violência e crime.” Quem sabe, então, os cristãos deveriam devotar menos atenção a certas promessas infundadas e passar a viver mais passagens como Provérbios 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Uma aposta – bíblica – num futuro mais seguro e menos violento.

“Deus nos proteja, já que a Justiça não o faz”. Dentro dessa perspectiva sombria, o pastor Marco Antonio de Oliveira, da Catedral Metodista do Rio de Janeiro, acredita que existe um equívoco quando os cristãos se imaginam acima da realidade. “Não estamos imunes à violência. Não existe uma promessa bíblica de que Deus nos protegerá de todos os males”, sentencia. A proteção divina precisaria, assim, ser entendida como uma afirmação de que a alma do cristão nunca estará perdida, mas sempre com Deus. “Ou seja, as promessas da Bíblia apontam, antes de tudo, para a vida eterna.” Oliveira, que é doutor em teologia, lembra do sofrimento dos apóstolos Pedro e Paulo e de seus colaboradores registrado no livro de Atos dos Apóstolos como um exemplo claro. “Mesmo sofrendo, entendemos que nossa angústia não nos afasta daquilo que está preparado para nós”, sentencia.

Por amor a Cristo
A violência contra os cristãos não é nenhuma novidade na história da Igreja. Desde a gênese do cristianismo, inúmeros seguidores de Jesus têm sido mortos de forma violenta – a diferença é que, noutros tempos, a fé era o principal motivo. Do ano 64 até 313, quando o Edito de Milão proibiu a perseguição aos cristãos, a Igreja enfrentou ciclos de intensa matança e tortura encarniçada, num total de 129 anos. Entre os suplícios enfrentados estavam prisões em cárceres imundos, trabalhos forçados em minas insalubres, torturas de todo tipo e a morte por crucificação, decapitação, feras selvagens e outras práticas cruéis. Naquela época, os cristãos consideravam uma honra e um privilégio morrer por amor ao seu Salvador. São conhecidos relatos como, por exemplo, o do patriarca Policarpo, que, segundo a tradição, ao ser martirizado, no ano 156, fez uma oração que deixa transparecer o espírito da época: “Ó Pai, eu te bendigo por me teres considerado digno de receber o meu prêmio entre os mártires”.

A diferença da violência daquele período para a dos dias de hoje é que os seguidores de Jesus entregavam suas vidas para não negá-lo. Na atualidade, a quantidade de cristãos que morre de forma violenta como consequência de sua fé não é menor do que nos primeiros séculos. Um levantamento da Missão Portas Abertas, que se dedica a monitorar e denunciar a perseguição religiosa por todo o planeta, mostra centenas de relatos de pessoas em diferentes países que são obrigadas a enfrentar os mais diversos tipos de violência devido à sua ligação com o cristianismo. Na Coréia do Norte, por exemplo – nação onde há menor liberdade religiosa em todo mundo contemporâneo –, cerca de 25% dos cristãos estão presos por causa da fé, detidos em prisões e campos militares mantidos pelo regime comunista. Já na China, no período de um ano mais de 600 pastores e líderes cristãos foram encarcerados.

Questionamento sem fim
Triste ironia. O pai da jovem Karla dos Reis, o porteiro Carlos Antônio, conseguiu deixar o alcoolismo graças às orações da filha e ao projeto Esperança na Praça, trabalho que ajuda a recuperar moradores de rua, pessoas envolvidas na criminalidade e dependentes de drogas e álcool na capital fluminense. E o próprio assassino da estudante, o traficante de crack Augusto César de Souza, preso dias depois do crime, também vinha sendo atendido pelo mesmo ministério. “Imagine a dor que estou sentindo”, desabafa o pastor Fábio Borges de Moura, coordenador do projeto.

A tristeza de Fábio só não se equipara à dos pais de Karla, que, imersos em dor, depressão e questionamentos acerca da própria fé, têm sido acompanhados por ele desde o crime, ocorrido em 29 de março. Evidentemente, uma pergunta não quer calar: “Eles questionam por que Deus deixou isso acontecer?”, conta o religioso. “Mas a pergunta que todos deveríamos estar nos fazendo é sobre o que estamos fazendo para que coisas assim não aconteçam”, emenda.

Ele tem dado assistência constante a Carlos e à sua mulher, Ioleti. “Eu procuro respeitar sua dor, mas também mostrar o caminho da esperança.” Pastor Fábio acredita que a morte de Karla e outros irmãos em Cristo seja um alerta para a Igreja contra o pensamento que diz que Deus só está com o cristão enquanto está tudo bem – “Se esta for nossa teologia, teremos constantes crises de fé”, avisa. O convívio com o submundo do crack leva Fábio à conclusão de que a droga sintética, de efeito devastador – cujo consumo só tem aumentado em cidades como o Rio e São Paulo –, está por trás de crimes brutais como o que vitimou Karla, morta quando voltava da igreja. “A Bíblia antigamente impunha respeito; os bandidos respeitavam o crente. Mas o crack acabou com isso. Ele faz o usuário perder a noção de tudo.”

Cristãos na mira
Nos Estados Unidos, país onde a comercialização e o porte de armas têm estímulos legais, ocorrências policiais vitimando cristãos também não são nenhuma novidade. Uma das mais recentes, e que repercutiu no mundo todo, foi a execução de um pastor em pleno sermão. O reverendo Fred Winters, dirigente da Primeira Igreja Batista de Marysville (Illinois), pre­­ga­va para 150 fiéis quando foi alvejado por um homem que entrara repentinamente no templo. O agressor ainda feriu a faca dois outros crentes antes de ser subjugado pelos membros da igreja e entregue polícia. O assassinato do pastor Winters, de 45 anos, casado e com duas filhas, foi considerado pelos colegas de ministério como um “ataque das forças do inferno”.

Tristemente comuns nos EUA, os crimes praticados por serial killers também contabilizam vítimas evangélicas, como os dois voluntários da agência missionária Jovens com uma Missão (Jocum) mortos pelo pistoleiro Matthew Murray em dezembro de 2007 em pleno centro de treinamento da entidade, no subúrbio de Denver, no estado do Colorado. Murray havia sido expulso da missão três anos antes. Doze horas depois, ele matou duas irmãs e feriu o pai delas no estacionamento da The New Life Church, em Colorado Springs. Ao entrar na igreja, onde provavelmente faria novas vítimas, foi executado por uma guarda de segurança.

Pior foi o crime que aconteceu um ano antes, quando o entregador de leite Charles Roberts invadiu uma escola de uma comunidade rural amish – grupo fechado que pratica um protestantismo de linha ortodoxa – na Pensilvânia e matou cinco meninas entre 6 e 14 anos e se suicidou após ser cercado pela polícia. O assassino pedófilo queria estuprar as crianças e contou a um policial com quem negociava estar traumatizado com a perda, nove anos antes, de um bebê prematuro – o rapaz queria “vingar-se de Deus”. O líder da comunidade, Sam Fisher, sugeriu que Roberts pode não ter sido totalmente responsável pelo crime. “O diabo o controlou”, disse na ocasião.

Brasil reconhece Estado Palestino com as fronteiras de 1967

Decisão atende a pedido do presidente da Autoridade Palestina a Lula.
Brasil reiterou necessidade de negociações de paz no Oriente Médio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira (3) ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, que o Brasil reconhece a existência do Estado Palestino, com as fronteiras de 4 de junho de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias entre árabes e israelenses.

O reconhecimento, segundo o Itamaraty, foi feito em uma carta pessoal a Abbas, enviada nesta quarta (1º). Ele atende a um pedido feito por Abbas a Lula em 24 de novembro.

Segundo a chancelaria brasileira, Lula considerou a demanda "justa".

O comunicado informa que a decisão é coerente com a posição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina e é coerente com as posições da ONU sobre o tema.

Obras do assentamento israelense de Har Homa, em subúrbio de Jerusalém Oriental, próximo a Belém,



Mapa da região; o Estado Palestino com as
fronteiras de 1967 inclui a Faixa de Gaza (em
vermelho), a Cisjordânia (em roxo) e Jerusalém
Oriental

Concessões mútuas'

"A decisão não implica abandonar a convicção de que são imprescindíveis negociações entre Israel e Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito", segundo o comunicado do Itamaraty.

Assim, o Brasil se soma a uma lista de mais países que reconhecem o Estado Palestino -entre eles, todos os países árabes, a maioria dos africanos, boa parte dos asiáticos e da Europa Oriental.

O Brasil reconhece a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) desde 1975 como "legítima representante do povo palestino". Em 1993, o país abriu a abertura de Delegação Especial Palestina, que desde 1998 tem tratamento equivalente a de Embaixada.

O comunicado do Itamaraty ressalta que o relacionamento entre Brasil e a Palestina tem aumentando nos últimos anos.

Em março, o presidente Lula visitou o país e também Israel. O país tem se oferecido como mediador no conflito.

Retirada
Os palestinos querem proclamar seu Estado soberano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Para isso, exigem a retirada israelense de todos os territórios ocupados desde junho de 1967, incluindo Jerusalém Oriental.

Israel conquistou naquele ano a parte oriental, árabe, de Jerusalém, e não abre mão dela, já que considera a cidade a capital eterna e indivisível do Estado de Israel.

As negociações de paz entre os dois lado, patrocinadas pelos EUA, estão interrompidas desde setembro. O principal impasse ocorre porque os palestinos querem que Israel pare de construir assentamentos para seus cidadãos no território que inclui áreas ao redor de Jerusalém Oriental, capturadas por Israel no confronto de 1967.

Os palestinos culpam Israel pelo que chamam de "colapso" das negociações, mas os EUA afirmam ainda acreditar na retomada do processo.

Aviso vermelho para a Madeira

O arquipélago da Madeira vai estar sob aviso vermelho, situação de risco extremo, devido às previsões de vento e chuva forte a partir das 12h00 de sábado e até às 06h00 de domingo.


De acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia (IM), a situação meteorológica do arquipélago é de risco extremo, devendo o vento soprar com rajadas que poderão atingir os 140 quilómetros nas zonas montanhosas. Também a chuva poderá ser intensa.
No mar, as ondas serão de sudoeste com quatro a cinco metros, aumentando para seis metros, o que levou já a Porto Santo Line a cancelar a ligação marítima efectuada pelo "Lobo Marinho", entre a Madeira e o Porto Santo.
O responsável pela Protecção Civil, Luís Néri, disse à agência Lusa que as maiores preocupações advêm das previsões do vento, com rajadas "que não serão constantes, mas atingirão valores elevados, tanto nas zonas altas como baixas".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

WikiLeaks: Berlusconi lucraria com acordos secretos com Putin

Documentos americanos indicam que líder italiano obteve redução no valor de contratos de energia por sua relação com premiê russo



Foto de 18/04/2008 mostra os premiês italiano, Silvio Berlusconi (à dir.), e russo, Vladimir Putin, em Porto Rotondo, na Sardenha, Itália

Diplomatas americanos relataram suspeitas de que o premiê italiano, Silvio Berlusconi, poderia estar "lucrando pessoalmente" com acordos secretos com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, de acordo com o jornal britânico Guardian citando telegramas diplomáticos divulgados pelo WikiLeaks.

Exasperada pelo comportamento pró-Rússia de Berlusconi, a embaixada americana detalha alegações que circulavam em Roma de que o líder italiano recebeu a promessa de uma redução nos valores de grandes contratos de energia.

Os dois líderes são reconhecidamente bem próximos, mas essa é a primeira vez que surgem alegações de um vínculo financeiros entre ambos.

O Departamento de Estado de Hillary Clinton, em Washington, enviou um pedido especial para a embaixada em Roma neste ano, pedindo a compilação de material extra de inteligência sobre os dois premiês: "Quais investimentos privados, se algum, têm que possam influenciar suas políticas externas e econômicas?"

Referências à "relação financeiramente enriquecedora" tiveram origem entre membros de seu próprio partido e do governo da Geórgia, que é rival da Rússia, de acordo com os telegramas diplomáticos vazados pelo site.

O então embaixador dos EUA em Roma, Ronald Spogli, primeiramente relatou as alegações em uma série de correspondências entre 2008 e 2009. Ele disse que o líder italiano centralizou o controle dos acordos com Moscou, com o objetivo primordial de agradar ao líder russo.

Berlusconi agiu como um "porta-voz" de Putin, disse Spogli, apoiando Putin em público quando a Rússia estava sob críticas.

Os dois eram próximos, "com a família de Putin mantendo longas visitas à mansão de Berlusconi na Sardenha". Em troca, o premiê italiano usufruía do raro privilégio de ser convidado para a casa de veraneio de Putin em Sochi, no Mar Negro, para o que a embaixada especulou em uma ocasião seria uma "festa explosiva". Um contato no escritório de Berlusconi relatou à embaixada a "troca de presentes caros".

Em janeiro de 2009, de acordo com os telegramas diplomáticos, Spogli escreveu que era "difícil de determinar" a base da amizade entre os dois. "Berlusconi admira o estilo de governo másculo, decisivo e autoritário de Putin, que o premiê italiano acredita corresponder ao seu."

Entretanto, "contatos no oposicionista Partido Democrático, de centro-esquerda, e na legenda do próprio Berlusconi indicam uma conexão mais nefasta. Eles acreditam que Berlusconi e seus partidários estão lucrando muito e pessoalmente com muitos dos contratos de energia entre a Itália e a Rússia".

Spogli continuou: "O embaixador da Geórgia em Roma nos contou que o governo da Geórgia acredita que Putin prometeu a Berlusconi um porcentual dos lucros de quaisquer dutos desenvolvidos pela Gazprom em coordenação com a ENI."

O conglomerado de energia italiano é parcialmente propriedade do governo da Itália. Ela trabalha em estreita colaboração com a estatal Gazprom, a gigante de energia que vende o gás e o petróleo russos ao exterior.

Em novembro de 2008, o embaixador dos EUA enviou uma grande mensagem para Condoleezza Rice, a então secretária de Estado dos EUA, para prepará-la para um econtro com o primeiro-ministro italiano.

"A estreita relação pessoal (e, alguns suspeitam, financeira) de Berlusconi com Putin o levou a defender sem questionar qualquer iniciativa do Kremlin. A política da Itália em relação à Rússia é seu brinquedinho, que ele conduz com a tática de ganhar a confiança e o favorecimento de seus interlocutores russos. Ele consistentemente rejeita o conselho estratégico do demoralizado, sem recursos e cada vez mais irrelevante Ministério de Relações Exteriores em favor de seus companheiros de negócios, muitos dos quais estão profundamente imersos na estratégia da Rússia para a energia na Europa".

Bispos da Igreja Renascer têm habeas corpus negado


O casal Estevan Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, bispos e fundadores da Igreja Renascer em Cristo, não conseguiram Habeas Corpus.

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou prejudicado, por perda de objeto, o Habeas Corpus (HC) 96372, impetrado por Estevan Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, bispos e fundadores da Igreja Renascer em Cristo, acusados de lavagem de dinheiro praticada por meio de organização criminosa.

O HC foi proposto contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu favoravelmente a pedido de extradição solicitado aos Estados Unidos, onde o casal também possui residência. No entanto, conforme o ministro, como os bispos já retornaram ao Brasil, o habeas corpus ficou prejudicado.

A defesa do casal sustentava no HC que a decisão do STJ contrariou o que determina o Tratado de Extradição entre Brasil e Estados Unidos, segundo o qual o crime de lavagem de dinheiro não é passível de extradição. Por esse motivo, o pedido de extradição, apresentado pela 1ª Vara Criminal em São Paulo e mantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e pelo STJ, deveria ser suspenso liminarmente e revogado, no mérito.

No dia 14 de outubro de 2008, o ministro Marco Aurélio acolheu o pedido de medida cautelar impetrado pelo casal, suspendendo liminarmente a extradição dos bispos. Em sua decisão, o relator do caso explicou que os crimes pelos quais o casal responde foram previstos pela Lei nº 9.613/1998, não estando presentes no Tratado de Extradição entre Brasil e Estados Unidos, datado de 1965.

Biscoito de terra alimenta famintos no Haiti

Dieta dos miseráveis ainda inclui cães, pássaros e ratos, estes vendidos a R$ 1,71

Mulheres preparam biscoito de barro no Haiti; terremoto encareceu o preço do produto consumido por miseráveis

A realidade no Haiti é uma tijolada. Ao pé da letra: a população do país faminto, há séculos, come terra. Culpa-se a inflação nos preços de alimentos e, por tabela, até a superprodução de biocombustíveis. Cana e soja estão ocupando o mundo, os espaços que antes pertenciam ao arroz e ao feijão, diz Jean Ziegler, o relator das Nações Unidas para o Direito à Alimentação.

Mas não há novidades na gastronomia de horrores caribenha. O cardápio é escrito pela miséria absoluta do Haiti, que já era a nação mais pobre das Américas muito antes do devastador terremoto de 12 de janeiro e da epidemia de cólera que se abate agora sobre o país.

No Haiti, a argila amarela da cidade central de Hinche faz parte do menu diário. A situação da desnutrição atingiu níveis alarmantes nos últimos meses, quando os preços dos gêneros alimentícios aumentaram 80%. Só recentemente, porém, o público internacional notou as bolachas de terra vendidas nos mercados do país.

Há anos, quem anda pelo terreiro aos pés do Fort Dimanche - a antiga prisão juvenil e atual favela - encontra o mercado e a fábrica das bolachas de terra. Mulheres agachadas na rua estendem discos de argamassa em grandes placas de zinco.

A receita desse biscoito grosso para as massas é simples: argila, água e sal. Forma-se uma pasta amarela, moldada em pequenos círculos. O cozimento fica por conta do sol infernal: em pouco mais de uma hora, o produto final está pronto para a venda.

No ano de 1994, durante a invasão militar americana que restaurou ao poder o presidente exilado Jean-Bertrand Aristide, a bolacha custava pouco mais de R$ 0,03. Naquela época, só os cães e ratos estavam gordos: devoravam os cadáveres das pessoas mortas pelas gangues defensoras da junta militar que comandou o país.

Em dezembro passado, o quitute de barro subiu para R$ 0,06, aproximadamente. Hoje a unidade está R$ 0,08, graças em parte ao terremoto de janeiro, segundo disse ao R7 a assistente social da ONU (Organização das Nações Unidas) Marie Mendel.

Aumentou o preço da terra. Um latão está custando US$ 1,50 [R$ 2,57].

Biscoito é mais barato do que o arroz

Comparado com os preços de outros alimentos - dois copos de arroz a R$ 1,37, por exemplo -, o biscoito de terra é barato. Segundo Marrie, “carne, nem pensar”.

As poucas chances de se comer carne vinham das capturas de cães e pássaros. Mas até eles estão sumidos. Os ratos proliferam, mas são mais difíceis de agarrar. E um rato adulto chega a US$ 1 [R$ 1,71].

Durante a invasão americana de 1994, alguns repórteres que cobriam as ações participaram de uma sessão de degustação do biscoito de barro. Concordaram com um jornalista americano que, com humor negro, deu o veredicto.

Tem um gosto de terra, com pitadas de gordura.

Notava-se também a secura imediata de toda a umidade da boca, deixando quem comesse esse quitute desesperadamente sedento. Os goles d’água que ajudam a empurrar a comida reconstituem a consistência original da argamassa. O resultado é um bocado de lama no estômago.

Menino haitiano mostra a língua após consumir biscoito de terra

Veja a relação de feriados nacionais e pontos facultativos de 2011

Portaria foi publicada no 'Diário Oficial da União', nesta quinta 02/12/2010
Das 14 datas, 11 caem em dias úteis.

O governo federal divulgou, nesta quinta-feira (2), a relação de feriados nacionais e pontos facultativos de 2011. A portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão foi publicada no "Diário Oficial da União".

De acordo com o texto oficial, o próximo ano terá oito feriados nacionais e seis pontos facultativos. São feriados os dias 1º de janeiro (sábado), 21 de abril (quinta-feira), 1º de maio (domingo), 7 de setembro (quarta-feira), 12 de outubro (quarta-feira), 2 (quarta-feira) e 15 de novembro (terça-feira) e 25 de dezembro (domingo).

Das 14 datas que fazem parte da relação, 11 caem em dias úteis. Em 2010 e 2009, a lista de feriados nacionais e pontos facultativos tinha 16 datas, pois incluía as vésperas de Natal e do Ano Novo. Em 2010, 14 comemorações ocorreram em dias úteis. Em 2009, foram 11.

Em 2011, as vésperas de Natal e de Ano Novo cairão em sábados.

Data Dia da semana e Comemoração
1º de janeiro Sábado Feriado Confraternização universal
7 de março Segunda-feira Ponto facultativo Carnaval
8 de março Terça-feira Ponto facultativo Carnaval
9 de março Quarta-feira Ponto facultativo até as 14h Quarta-feira de cinzas
21 de abril Quinta-feira Feriado Tiradentes
22 de abril Sexta-feira Ponto facultativo Paixão de Cristo
1º de maio Domingo Feriado Dia Mundial do Trabalho
23 de junho Quinta-feira Ponto facultativo Corpus Christi
7 de setembro Quarta-feira Feriado Independência do Brasil
12 de outubro Quarta-feira Feriado Dia de Nossa Senhora Aparecida
28 de outubro Sexta-feira Ponto facultativo Dia do Servidor Público
2 de novembro Quarta-feira Feriado Finados
15 de novembro Terça-feira Feriado Proclamação da República
25 de dezembro Domingo Feriado Natal

Erro em mandado fez fundador de site que vaza documentos evitar prisão

Julian Assange é procurado por suspeita de estupro e agressão sexual na Suécia


De acordo com o jornal britânico The Times, Julian Assange está no sudeste da Inglaterra, mas não pode ser preso por causa de um erro no mandado

Um erro na redação do mandado de prisão pedido pela promotoria sueca contra o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, permitiu ao australiano evitar a cadeia no Reino Unido, informa o jornal britânico The Times.

Segundo o diário, a polícia tem conhecimento da localização de Assange - supostamente no sudeste da Inglaterra -, mas não pôde agir em função dos erros no mandado de prisão sueco. Uma fonte anônima afirmou que o documento "não é certificado" e que, por isso, os agentes estão de mãos atadas.

A Interpol (polícia internacional) informou na última terça-feira (30) que emitiu um pedido de captura internacional contra Assange, procurado na Suécia por uma investigação de "estupro e agressão sexual".

Em 18 de novembro a Justiça sueca divulgou uma ordem de prisão contra o australiano de 39 anos com o objetivo de interrogá-lo por "suspeitas razoáveis de estupro, agressão sexual e coerção" em um caso ocorrido em agosto.

Na última terça-feira, o advogado do australiano apresentou uma apelação à Suprema Corte da Suécia para contestar a ordem de captura. O representante do fundador do WikiLeaks já havia recorrido da decisão, sem sucesso. A única alternativa que restava era levar o caso à instância mais alta da Justiça.

O WikiLeaks, site em revelar documentos secretos, iniciou no último domingo (28) a publicação de 250 mil telegramas da diplomacia americana, o que provocou a revolta do governo dos Estados Unidos e gerou reações em todo o mundo, especialmente nos países envolvidos nas revelações.

Polícia Civil e Secretaria da Fazenda cumprem mandados de busca e apreensão na Baroneza Material de Construção

A operação foi desencadeada pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração Pública (DFCAP), que tem sede em Salvador, e que auditores fiscais estiveram no local fazendo o recolhimento e fiscalização de documentação.



A polícia Civil e a Secretaria Estadual da Fazenda realizaram uma ação conjunta na manhã desta quinta-feira e cumpriram mandados de busca e apreensão na loja de material de construção Baroneza, situada na rua Voluntários da Pátria, no bairro Sobradinho.

A investigação iniciou-se a partir da apreensão de um veículo que estava conduzindo farrinha de trigo pela Unidade Móvel de Fiscalização (UMF) da Inspetoria de Fiscalização de Mercadorias em trânsito da DAT Norte da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, tendo como contratante dos serviços o proprietário da empresa, Edson Rener Rolim dos Santos. A investigação visa identificar um esquema de fraude que atuava na sonegação de impostos.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado Madson Pereira Sampaio informou que a operação foi desencadeada pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração Pública (DFCAP), que tem sede em Salvador, e que auditores fiscais estiveram no local fazendo o recolhimento e fiscalização de documentação.

Segundo ele, a Polícia Civil de Feira de Santana participa desta ação com o apoio logístico. A loja vai abrir normalmente atendendo um procedimento padrão de manter o comércio funcionando.

“A fiscalização é feita, mas logo em seguida não sendo encontrada algum tipo d e irregularidade maior a loja volta funcionar porque é de interesse que a riqueza no município volte a funcionar”, explicou o delegado.

Premiê da Rússia reclama de ter sido comparado a Batman em documentos dos EUA

Vladimir Putin diz que diplomacia americana faltou com a ética e foi arrogante e grosseira

"Macacos me mordam, Putin". Premiê da Rússia se ofendeu porque EUA disseram que ele é Batman e Medvedev é Robin

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, expressou nesta quarta-feira (1°) seu mal-estar pelas caracterizações que os Estados Unidos fizeram dele e do presidente do país, Dmitri Medvedev, nos telegramas diplomáticos revelados pelo site WikiLeaks, afirmando que não esperava tanta "arrogância, grosseria e falta de ética".

Em entrevista ao jornalista Larry King, da emissora CNN, Putin disse que as afirmações de diplomatas americanos de que ele é Batman e Medvedev é Robin têm o objetivo de desonrar os dois.

Para ser honesto, não esperávamos tanta arrogância, tanta grosseria e de forma tão pouco ética.

Ao mesmo tempo, Putin que avaliou que o vazamento "não representa uma catástrofe" para os Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Rússia também se referiu a um dos telegramas, no qual o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse a um ministro francês que "a democracia russa desapareceu e o governo é uma oligarquia dirigida pelos serviços de segurança".

Putin rejeitou taxativamente essa afirmação e disse que Gates estava "muito errado", manifestando que as autoridades americanas não devem interferir nos assuntos internos da Rússia.

Ainda nesse contexto, o primeiro-ministro disse que, no momento adequado, decidirá "de comum acordo" com Medvedev quem será o candidato nas eleições presidenciais de 2012.

Na entrevista, Putin advertiu a Washington que a Rússia desenvolverá novas armas nucleares se o Congresso americano não ratificar o tratado de desarmamento nuclear START, assinado em abril por Medvedev e o presidente dos EUA, Barack Obama.

O novo tratado reduziria em cerca de 30% o número de ogivas nucleares, para 1.550 para em cada um dos países. O primeiro-ministro da Rússia também disse que "seria muito tolo" se os EUA ignorassem seus próprios interesses, e que, se o país fizer isso, a Rússia "terá que reagir de alguma maneira".

Aos 48 anos, Holyfield voltará aos ringues para batalha de veteranos

Americano enfrentará dinamarquês que não luta desde 2002


Brian Nielsen e Evander Holyfield na apresentação
da luta em Copenhague

Aos 48 anos, Evander Holyfield já disse que não pensa em parar. E seu próximo desafio está marcado: no dia 5 de março, o quatro vezes campeão mundial dos pesos pesados fará, em Copenhague, uma batalha de veteranos contra o dinamarquês Brian Nielsen (45 anos), que não luta desde 2002. A última vez que o americano subiu ao ringue foi em abril, contra o sul-africano Frans Botha.

A vitória contra Botha, em Las Vegas, rendeu a Holyfield o cinturão da Federação Mundial de Boxe (FMB), uma categoria menor.

O americano tem 43 vitórias (28 nocautes), dois empates e dez derrotas . O dinamarquês acumula 64 vitórias (43 por nocaute) e duas derrotas, a última delas para Mike Tyson, em 2001.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Alicia Keys e Kim Kardashian posam "mortas" em caixão para campanha contra AIDS

Alicia Keys e Kim Kardashian

Diversas celebridades aderiram o movimento que "matou" seus seus perfis nas redes sociais com a finalidade de promover o Dia Mundial de Luta contra a Aids, neste dia 1º de dezembro.

Alicia Keys e Kim Kardashian posaram "mortas" dentro de um caixão.

O intuito é fazer com que os fãs ajudem na campanha Digital Life Sacrifice da entidade Keep Child Alive. Os famosos só retornarão para a vida digital quando arrecadarem US$ 1 milhão para ser usado no combate à doença na África e na Índia.

Além da cantora e da socialite, também aderiram o movimento Justin Timberlake, Lady Gaga, Elijah Wood, Swizz Beatz, Ryan Seacrest, Kimberly Cole.

"É como se tivesse chumbo nos meus pés", diz ex-sambista com HIV

Soropositivos contam histórias de preconceito, medo e superação da vida com Aids


“Eu fiquei muito triste quando descobri. Se eu não tivesse a cabeça boa, acho que já tinha morrido”. Sandra, 41 anos, há pelo menos dois anos vivendo com o HIV

Ela é uma negra bonita, de corpo sem miséria ou exagero, pronto para o samba.

- Dizem que eu pareço a Sandra de Sá.

Pois então Sandra (nome fictício), que sempre teve bom humor, conta que já bebeu, já fumou e já dançou muito. Mas, por questão de saúde, teve de parar. O cigarro e o álcool não lhe fazem mais falta. A ginga, porém, é o que tira pedaço da mulher de 41 anos. O culpado está nos olhos amarelados, nas mãos e nos pés de cor mais escura, na anemia que emperra as duas pernas e nas contas de um vírus que abriu as portas para isso tudo: o HIV.

Há um ano e meio, Sandra enfrenta uma anemia megaloblástica. Há dois descobriu que é soropositiva. E há três – talvez quatro ou cinco – possui o vírus no organismo.

Quando uma pessoa se infecta, a Aids pode levar dez, quinze, vinte anos até se desenvolver. Talvez nunca se manifeste. No caso de Sandra, a doença começou a causar problemas há um ano, quando ela sofreu uma parada cardíaca.

- Não queria que a doença atrapalhasse meu rendimento no serviço. Só que comecei a passar mal. Não sei se é porque eu fumava ou porque passava muitas noites sem dormir [ela trabalhava como ajudante geral em um buffet].

Depois da parada cardíaca e da internação de 15 dias, Sandra deu início ao tratamento com os antirretrovirais, medicamentos que dificultam a multiplicação do vírus no organismo.

Mas a terapia causou deficiência de vitamina B12, desencadeando a anemia megaloblástica. É a chamada doença oportunista, que se aproveita da Aids para se instalar.

Além disso, Sandra enfrenta outro problema conhecido como cianose, que ocorre por falta de oxigenação no sangue, deixando-o mais azulado. É por isso que a extremidade de suas mãos e seus pés tem uma coloração mais escura. Isso tudo deixou Sandra com dificuldades para caminhar, em licença-saúde no trabalho e com dormência no samba. Ela diz que a doença mudou sua vida.

- Mudou porque eu gosto de dançar e eu não consigo dançar mais. Não consigo ficar solta e tenho dificuldades para respirar. É como se tivesse chumbo nos meus pés. Fica pesado.

Álvaro

Diferente de Sandra, Álvaro (nome fictício) já superou as doenças oportunistas: uma tuberculose e uma pneumonia.

- Quando procurei o médico eu estava morrendo.

Há dois anos, as duas doenças o fizeram emagrecer 14 kg e quase o mataram. Foi quando o homem de 38 anos descobriu que tinha o HIV.

Ele diz que se infectou quando se relacionou com “uma mulher de outra cidade”. O cálculo dele – e dos médicos – é de que esteja com o vírus há mais de quinze anos.

Nesse tempo, Álvaro foi casado por uma década e teve uma filha. Nenhuma das duas sabe da doença. Eles se separaram há quatro anos e ela se casou novamente. Ele não sabe se um dia vai revelar sua condição para a ex-esposa. Ao ser questionado sobre os motivos, Álvaro hesita e diz que está "tentando tocar a vida".

- É assim: eu sinto que ela poderia ter feito alguma coisa para salvar nosso casamento. E ela não fez absolutamente nada. Isso dificulta bastante.

O homem franzino e humilde deixou para trás uma pneumonia e uma tuberculose, conseguiu a liberação dos médicos para retomar o trabalho e agora planeja uma poupança para a filha. Apesar disso tudo, Álvaro não conseguiu se afastar do rancor, que se aproveita da angústia e do medo para se instalar.

- Quando estou perto de alguém espirrando, eu já fico resfriado. Se estou perto de alguém com mau cheiro na boca, pego inflamação na garganta. Hoje eu tenho muito medo das pessoas, medo de elas me transmitirem alguma coisa.

Se Sandra, por um lado, afirma não ter medo da reação das pessoas, Álvaro teme ficar isolado. Ele tem tanto medo de uma gripe corriqueira quanto de ser desprezado.

- Não contei pra ninguém porque não quero que fiquem com pena de mim, que me tratem com desprezo, que tenham medo de me machucar. Se eu conto para a minha mulher, tenho certeza que ela vai sair espalhando. E alguns vão se afastar. Esse é meu maior medo.

Desde que descobriu a doença, Álvaro foi morar em uma casa mais perto da família. Diz que aprendeu a gostar mais dos parentes e a não pensar só em si. Mas, para Álvaro, ficar junto é importante porque ele imagina que, em breve, já não vai mais estar.

- Eu acho que tenho pouco tempo de vida. Já vivi 17 anos com o vírus. Isso é muita coisa.

Com exceção de uma das irmãs, nenhum parente ou amigo conhece sua sorologia. Álvaro carrega o vírus quase sozinho.

- Eu preferi ficar um pouco à parte.

Sandra

Diferente de Álvaro, Sandra não se afastou, não escolheu ficar à parte. Ela desafia com molejo as fofocas dos curiosos que se aproximam para vasculhar a sua vida. Isso não é problema para ela.

Os três filhos do primeiro casamento sabem da doença. O pai, a irmã e os irmãos, além dos amigos mais próximos, também. Nem o que ela chama de “cisma” de um irmão desgoverna seu rumo. Apesar de sofrer preconceito dentro da família, ela não se importa.

- Enquanto eles falam, eu vou vivendo.

Há dois meses, as pernas de Sandra estavam “mais dormentes”. Hoje estão melhores. Ela se agarra nas histórias de pacientes que, em situação pior que a dela, em cadeira de rodas, voltaram a andar. É nisso que acredita.

Com a bengala e essa certeza na mão, Sandra recupera a alegria e faz até piada.

- Eu me sinto uma Dra. House [em referência ao seriado de TV Dr. House, cujo protagonista usa o acessório para caminhar].

Ela então solta a bengala e mostra que consegue andar. Um, dois, três passos. Firmes. Mas o pé pesa. Descarrila para a direita, para a esquerda. E volta a se apoiar.

- Mas eu tenho certeza que vou encostar essa bengala. Não é mesmo?