sexta-feira, 24 de junho de 2011

70 anos da Operação Barbarossa

Operação Barbarossa foi o nome atribuído à operação militar alemã, iniciada em 22 de junho de 1941, que invadiu a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. A operação militar marcou o rompimento do Pacto Ribbentrop-Molotov (ou tratado de não-agressão) assinado entre os dois Estados. Considerada a maior campanha militar da história em termos de mobilização de tropas e baixas sofridas, o confronto mobilizou 4,5 milhões de soldados para invadir a União Soviética e só terminou com a rendição alemã em 1945.

Mulheres e crianças andando para o leste da Rússia depois da invasão alemã, 1941.

Infantaria motorizada das forças armadas alemãs avançando para a Ucrânia durante a invasão da Rússia, junho de 1941.

Pessoas olham fumaça de bombardeio alemão na Ucrânia, em 1941.

Grupo de bolcheviques capturados pelos nazistas na Operação Barbarossa, julho de 1941.

Soldados alemães puxam carros atolados em lama formada pela neve. Rússia, dezembro de 1941.

Soldados alemães descansam à beira da estrada na frente oriental, em 1941.

Placa alerta pedestres para não demorarem desnecessariamente em frente à embaixada soviética em Berlim. Alemanha, 15 de setembro de 1941.

Multidão em torno de um avião alemão, que foi atingido e exposto no centro de Moscou. Rússia, julho de 1941.

Tanque soviético passa por corpo de soldado alemão morto e coberto de neve. União Soviética, 1942.

Homens do Corpo de Engenheiros Alemães atravessarm um rio para fortalecer as pontes que ligam as posições alemãs na frente central na Rússia, outubro de 1942.

Prisioneiros de guerra alemães em Estalingrado, Rússia, dezembro de 1942.

Alemães empurram carro de suprimentos atingido por tiros russos em uma fazenda em chamas. Alemanha, 1942.

Soldados alemães disparam tiros nas principais ruas de Rostov. Rússia, 24 de julho de 1942.

Soldados de infantaria do Primeiro Exército dos EUA cumprimentam soldados russos na ponte sobre o rio Elba. Alemanha, abril de 1942.

Infantaria soviética em confronto com o Exército alemão. União Soviética, 1943.

Soldados alemães cobertos de neve e gelo durante o inverno na União Soviética, 27 de março de 1944.

Tropas russas em Berlim. Alemanha, 1945.

Tropas russas na sala da Chancelaria em Berlim. Alemanha, 1945.

Soldados do Exército Vermelho apontam armas para um soldado alemão, União Soviética, 13 de junho de 1942.

Soldado russo com bandeira soviética hasteada no telhado do Reichstag, a sede do Parlamento alemão, em Berlim, 30 de abril de 1945.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Marcha para Jesus vira ato contra união homoafetiva

Temas como legalização da maconha e criminalização da homofobia também pautaram evento, que levou ao menos 1 milhão às ruas em SP

A 19ª edição da Marcha para Jesus, uma das maiores manifestações religiosas do planeta, se transformou em um ato de afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças aos políticos por parte de lideranças evangélicas. Apesar dos esforços dos organizadores para restringir o enfoque a temas religiosos, assuntos como a união civil de pessoas do mesmo sexo, homofobia e legalização da maconha acabaram dominando os discursos de alguns líderes religiosos.

"A marcha não deixa de ser um ato político", resumiu o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O discurso mais radical foi do pastor Silas Malafaia. Com palavreado vulgar, usando termos como "otário" e "lixo moral", Malafaia atacou duramente a decisão do STF de legalizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo. "O STF rasgou a Constituição que, no artigo 226, parágrafo 3º, diz claramente que união estável é entre um homem do gênero masculino e uma mulher do gênero feminino. União homossexual uma vírgula", disse o pastor.

Organizadores tentaram manter foco em discurso religioso, mas manifestações políticas deram o tom do evento
Na sequência, Malafaia passou a atacar a decisão do STF de liberar as marchas da maconha no Brasil.
"Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não."

A multidão, estimada pela Polícia Militar em 1 milhão de pessoas - e pelos organizadores em 5 milhões - foi ao delírio e respondeu com gritos de "não, não" com os braços levantados para o céu.
Malafaia ameaçou orientar seus fiéis a não votarem em parlamentares que defendem o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia no País. "Ninguém aqui vai pagar de otário, de crente, não. Se for contra a família não vai ter o nosso voto", ameaçou.

O pastor defendeu a desobediência por parte de pastores caso o PL 122 seja aprovado. "Eles querem aprovar uma lei para dizer que a Bíblia é um livro homofóbico e botar uma mordaça em nossa boca. Se aprovarem o PL 122 no mesmo dia, na mesma hora, tudo quando é pastor vai pregar contra a prática homossexual. Quero ver onde vai ter cadeia para botar tanto pastor."

Lixo moral'

Malafaia classificou como "lixo moral" as pessoas que questionam a interferência das igrejas em assuntos do governo e, embora tenha dito que não tem objetivo de instaurar um estado evangélico no Brasil, "os países mais práticos e as democracias mais evoluídas do mundo tem origem no protestantismo".

Já Crivella adotou um tom mais ameno em relação aos direitos civis dos homossexuais, mas foi duro em relação ao STF que, segundo ele, está agindo politicamente e se imiscuindo em temas que dizem respeito ao Legislativo. "O Congresso tem que se levantar contra o ativismo político do STF. Só o Congresso pode detê-los", afirmou o senador.

A contrariedade maior de Crivella é em relação ao ministro Ayres Brito. "Fui o relator do processo de aprovação do Ayres Britto no Senado e na época alguns colegas me alertaram que ele tem pretensões políticas mas não dei ouvidos. Ele foi candidato a deputado pelo PT de Sergipe e não foi eleito. Agora quer se vingar do povo sergipano e levar na mão grande", acusou. Segundo ele, o Congresso trabalha em um projeto de lei que contemple tanto os direitos civis gays quanto os dos pastores evangélicos de pregarem contra a prática homossexual. "O que não pode é querer fazer na marra. Aí desencadeia reações radicais como a que vimos agora a pouco", disse ele, em referência a Malafaia.

Marcha reuniu 1 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar
O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, organizador da marcha, reafirmou o caráter estritamente religioso do evento e disse que manifestações como as de Malafaia e Crivela são opiniões pessoais. Apesar disso, admitiu ser contra o "casamento gay" e a liberação da maconha. Questionado por um repórter sobre o qual fator pesa mais na desagregação da família, o homossexualismo ou o crime de evasão de divisas, pelo qual foi condenado a pena de 140 dias de prisão nos EUA, o apóstolo mudou de assunto.

'A serviço de satanás'

Entre os milhares de pessoas que participaram da marcha, os temas polêmicos também foram os assuntos principais. A reportagem do iG abordou um grupo de oito jovens que veio de Cidade Adhemar para a marcha e perguntou quais as opiniões deles sobre direitos homossexuais, homofobia, aborto e legalização da maconha. Com visual moderno, estilo emo, todos disseram ser contra a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto e legalização das drogas e defenderam os pastores que consideram o homossexualismo uma prática pecaminosa.

"Quem defende o homossexualismo e a maconha está aqui a serviço de Satanás", disse o auxiliar de informática Natanael da Silva Santos, de 19 anos, que foi à marcha usando calça apertada, cinto de taxinhas e a tradicional franja emo. Enquanto a reportagem entrevistava os jovens, a aposentada Jovelina das Cruzes, de 68 anos, ouviu a conversa e fez uma intervenção. "Vocês estão falando sobre o que não conhecem. Meu sobrinho é gay e é um rapaz maravilhoso. Ótimo filho, muito educado, muito honesto e estudioso. Já o meu filho é machão e vive batendo na esposa, não respeita ninguém, não para no emprego."

Quando Jovelina virava as costas para continuar a marcha Natanael, que não se deu por vencido, fez uma observação. "Cuidado, tia. Se o pastor escuta a senhora falando uma coisa dessas ele não deixa mais a senhora entrar na igreja". E Jovelina respondeu. "Igreja é o que não falta por aí. Se me impedirem de ir em uma, vou em outra. Não tem problema."

Brasil é principal rota de cocaína rumo à Europa, diz ONU

Relatório internacional sobre drogas e crime aponta o País como um dos mais importantes centros de distribuição da droga

Um relatório da agência da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado nesta quinta-feira aponta que o Brasil foi o principal país usado por traficantes para transportar a cocaína produzida na região dos Andes para a Europa. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas, o número de carregamentos de cocaína advindos do Brasil interceptados na Europa saltou de 25 (ou 339kg), em 2005, para 260 (1,5t), em 2009.

O documento afirma que o Brasil foi citado pela Organização Mundial das Aduanas como um dos mais importantes centros de distribuição mundiais de cocaína, ao lado da Venezuela, do Equador e da Argentina, tendo registrado “crescente importância” no transporte da droga para a Europa em 2009. Ainda de acordo com o órgão, o Brasil foi o único país sul-americano de onde partiram carregamentos de cocaína interceptados na África em 2009.

O maior uso do Brasil como rota de passagem de cocaína para a Europa também se traduz no crescimento das apreensões da droga no território brasileiro, que passaram de 8t em 2004 para 24t em 2009, das quais 1,6t foi apreendida em cinco interceptações de aviões.

Número de apreensões da droga também aumentou no Brasil, segundo o relatório
 O relatório aponta ainda que o Brasil foi o país que registrou maior apreensão de crack nas Américas. Em 2009, foram interceptados 374kg da droga no Brasil, número bastante superior aos do Panamá (194kg), Estados Unidos (163kg) e Venezuela (80kg).

No início deste mês, o governo lançou o Plano Estratégico de Fronteira. O objetivo é desenvolver uma ação coordenada entre as Forças Armadas, Polícia Federal, Força Nacional e Polícia Rodoviária Federal nas divisas do Brasil com os países vizinhos, para combater o tráfico de drogas e os crimes de fronteira.

Plantio em queda

Apesar do aumento nas apreensões e cocaína no Brasil, o relatório indica que o plantio de coca (matéria-prima da droga) na região andina caiu 32% nos últimos dez anos, e 16% entre 2007 e 2010. Em 2010, a planta foi cultivada em 149.100 hectares, ante 221.300 hectares em 2000. O documento atribui o declínio principalmente à queda na produção na Colômbia, que, ao lado de Peru e Bolívia, concentra quase todas as áreas de plantio da coca no mundo.

A redução das áreas cultivadas de coca foi acompanhada pelo declínio nas apreensões de cocaína na América do Norte, principal mercado da droga. Houve queda de 43% nas interceptações entre 2005 e 2009, o que, segundo a UNODC, reflete “a redução generalizada do mercado de cocaína na região”.

Por outro lado, no mesmo período, houve na América do Norte aumento das apreensões de anfetaminas (87%), ecstasy (71%), maconha (32%) e heroína (19%).

Anfetaminas e ecstasy

O relatório aponta ainda diminuição nos fluxos de anfetaminas e de ecstasy da Europa para a América do Sul, já que a produção local dessas drogas estaria crescendo. A UNODC afirma que frequentes carregamentos de metanfetamina de países da África Ocidental (especialmente a Nigéria) para vários destinos no leste e sudeste asiático vêm se tornando uma preocupação internacional.

Também segundo o órgão, a Ásia tem se transformado numa das principais conexões para a produção e o tráfico de ATS (estimulantes sintéticos do grupo das anfetaminas), tendo registrado 64% de todas as apreensões mundiais em 2009.

Fátima Bernardes fala sobre briguinhas com Bonner: ‘Não acumulamos mágoas’

Fátima Bernardes Foto: Divulgação
Fátima Bernardes abre o jogo e admite que ela e William Bonner também enfrentam aqueles probleminhas que rolam entre casais. “Quando percebemos que a relação deu uma esfriada, marcamos cafezinhos durante o dia, jantares depois do jornal... Cultivamos o namoro. Mas há brigas, é claro”, afirma a jornalista, revelando em seguida como mantém um casamento de 21 anos feliz: “Nós não acumulamos mágoas, não ficamos sem se falar ou dormimos brigados”.

Para se sair bem como editora-executiva do “Jornal Nacional”, como mulher e como mãe de trigêmeos de 13 anos, Fátima, aos 48 anos, precisa de uma válvula de escape: ela faz terapia uma vez por semana. “Busco o autoconhecimento. Antes eu achava que havia algo me guiando, e hoje acredito que sou o meu próprio guia”, diz ela em entrevista à revista “Máxima”.

Fátima Bernardes Foto: Divulgação

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cracolândia

A “cracolândia”, região no centro da cidade de São Paulo, ficou assim conhecida quando, no início dos anos 90, o crack começou a ser vendido e consumido a céu aberto. A Prefeitura tem feito vários esforços de revitalização da área desde 2005. Este ensaio realizado pela Agência Luz, a partir de 1995, retrata a antiguidade e gravidade deste problema que destrói pessoas e famílias inteiras.

Usuário de crack recebe atendimento na unidade AMA-SÉ, como resultado de ação na "cracolândia". São Paulo, junho de 2009.

Usuários de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, setembro de 1995.

Usuário de crack na rua Dino Buono, no Largo Coração de Jesus, mostra cachimbo utilizado para consumo da droga. São Paulo, agosto de 2008.

Movimentação de usuários de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, abril de 2009.

Movimentação de usuários de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, abril de 2009.

Movimentação de usuários de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, abril de 2009.

Movimentação de usuários de crack, na rua Helvétia, na região central de São Paulo, abril de 2009.

Movimentação de usuários de crack na rua dos Gusmões. São Paulo, abril de 2009.

Movimentação de usuários de crack e policiais, na rua dos Gusmões. São Paulo, abril de 2009.

Garoto na Praça Princesa Isabel fumando crack. São Paulo, junho de 2005.

Usuário fuma crack na rua Dino Buono, no Largo Coração de Jesus. São Paulo, agosto de 2008.

Movimentação de usuários de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, março de 2005.

Cachimbo utilizado pelos usuários de crack. São Paulo, abril de 2005.

Blitz da polícia militar na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia", março de 2005.

Blitz da polícia militar na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia", março de 2005.

Usuários fumam crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia", março de 2005.

Usuário acende cachimbo de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia", novembro de 2009.

Homem vende crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia".

Usuários de crack na Estação da Luz, região central de São Paulo.

Blitz da polícia militar na praça Clóvis Beviláquia no centro de São Paulo, março de 2005.

Blitz da polícia militar na praça Clóvis Beviláquia no centro de São Paulo, março de 2005.

Blitz da polícia militar na praça Clóvis Beviláquia no centro de São Paulo, março de 2005.

Movimentação de usuários de crack na rua dos Gusmões, na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, março de 2009.

Movimentação de usuários de crack na rua dos Gusmões, na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia". São Paulo, março de 2009.

Cachimbo utilizado pelos usuários de crack. São Paulo, março de 2005.

Usuário acende cachimbo de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia".
Usuário de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia", setembro de 1995.

Usuário de crack na região central de São Paulo conhecida como "cracolândia", setembro de 1995.

'Espero sair daqui hoje sorrindo', diz Jobson antes do julgamento

Sessão na Corte Arbitral do Esporte teve início às 04h30 (horário de Brasília) em Lausanne, na Suíça

Jobson chega à Corte Arbitral do Esporte, na Suíça
(Foto: Bianca Rothier)
O julgamento de Jobson na Corte Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, Suíça, teve início na manhã desta terça-feira por volta das 09h30 (04h30 de Brasília). O jogador do Bahia chegou ao tribunal acompanhado por cinco advogados, sendo três pessoais e dois do Botafogo. Apreensivo, o atacante procurou mostrar confiança em um final feliz.

- Espero sair daqui hoje sorrindo e continuar o meu trabalho – disse, antes da sessão, o jogador que ainda terá como testemunhas um médico e uma psicóloga, ambos do Alvinegro. Um médico do Atlético-MG que tratou dele também vai ser ouvido, mas por videoconferência.

O resultado do julgamento, porém, não sairá nesta terça. A Corte Arbitral do Esporte terá até 60 dias para se pronunciar. Segundo o advogado Bichara Neto, não há o risco de o jogador ser banido do esporte.

- Essa possibilidade está afastada. O máximo que se admitiria seria aumentar a suspensão para 2 anos de pena. Tecnicamente, a Agência Mundial Antidoping não pediu o banimento - frisou Bichara, acrescentando a linha a ser adotada:

- A estratégia da defesa é admitir o uso da substância e demonstrar que o atleta vem se recuperando da dependência química dele. Em razão disso, uma suspensão adicional à pena que já foi aplicada no Brasil não seria útil ao processo e para a recuperação dele.

Jobson foi flagrado no exame antidoping na reta final do Campeonato Brasileiro de 2009, em partidas contra o Coritiba e o Palmeiras, quando defendia o Botafogo. O laudo apontou uso de cocaína; diante do juiz, o atacante admitiu ter usado crack. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou o caso e condenou o jogador a cumprir dois anos de suspensão. No entanto, após recurso, a pena foi reduzida a seis meses e cumprida no primeiro semestre de 2010.

O processo terminaria aí se a Wada (Agência Mundial Antidoping) não tivesse entrado com um recurso: a instituição considerou a punição muito leve e pediu a pena base para casos de doping, que é de dois anos de suspensão.

Destaque na vitória do Bahia sobre o Fluminense no sábado anotando o gol decisivo nos acréscimos (1 a 0 no Engenhão pela sexta rodada do Brasileiro), Jobson sabe que ainda terá de aguardar para saber a decisão da Corte, mas espera retornar ao Brasil com a sensação da absolvição ainda mais consolidada.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Romário diz que só Jesus salva a Copa de 2014

O ex-jogador que agora é deputado não acredita que as obras para evento fiquem prontas a tempo

O ex-jogador e atual deputado estadual Romário (PSB-RJ) disse que as obras para a Copa de 2014 só ficarão prontas a tempo se “Jesus Cristo descer no Brasil nos próximos três anos”.

A ironia foi dita durante uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo que foi publicada nesta segunda-feira, 20, quando o ex-jogador falava sobre os problemas nos preparativos para o mundial sediado no Brasil.

“Pelo que estou vendo, as coisas não vão acontecer. Vai ter a Copa, mas infelizmente teremos problemas e não vai ser a melhor de todos os tempos. Vou te falar uma verdade: os evangélicos acreditam que Jesus vai voltar. Só ele para fazer com que o Brasil faça a melhor Copa. Se ele descer nos próximos três anos, aí será possível”, declarou Romário.

O deputado também comentou as denúncias divulgadas na mídia que revelam um esquema de lobby entre integrantes da Fifa, integrantes do Comitê Organizador Local (COL) e patrocinadores da Copa.

Na Câmara do Rio de Janeiro, Romário escreveu um pedido para que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, se explique sobre essas denúncias de cobrança de propina e do aumento do custo na construção e reforma dos estádios.

Fonte: Gospel Prime

Com informações Folha

Projeto que amplia direitos de trabalhadores domésticos se arrasta há mais de 20 anos no Congresso

Deputada apresentou proposta em 1989, mas não houve definição até hoje

Proposto em 1989, um projeto de lei que concede mais direitos aos trabalhadores domésticos e os equipara aos demais trabalhadores espera há 22 anos a aprovação do Congresso Nacional – já foi da Câmara para o Senado e do Senado para a Câmara – e, desde 1999, está parado. Falta uma última votação, ainda sem data para acontecer. Se aprovada, a proposta segue para as mãos da presidente Dilma Rousseff, que pode sancionar ou vetar o projeto.

Brasil estuda dar mais direitos a domésticos

De autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o projeto poderia garantir às empregadas domésticas, babás, motoristas, jardineiros e demais profissionais que trabalham em casas de outras pessoas benefícios como jornada de trabalho fixa, pagamento de horas extras, adicional noturno e salário-família (benefício para auxiliar no sustento dos filhos de até 14 anos de idade).

Embora os trabalhadores domésticos já tenham conquistado direitos importantes, como férias, vale-transporte, licença-maternidade, aposentadoria, 13º salário e folga semanal, eles ainda não contam com todas as garantias dos demais trabalhadores.

Outro ponto importante, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que hoje é opção do empregador conceder ou não aos trabalhadores domésticos, também passaria a ser um direito com a aprovação do projeto de Benedita.

Na última quinta-feira (16) foi aprovada, em Genebra, uma convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre o tema, estabelecendo que os trabalhadores domésticos devem ter os mesmos direitos dos outros trabalhadores. De acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presente na conferência que aprovou a convenção, o Brasil deve agora se adequar às novas regras.

Ele afirmou que o caminho natural seria que a presidente Dilma Rousseff enviasse ao Congresso uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para equiparar os trabalhadores domésticos às outras categorias.

O R7 procurou o ministério, por meio de sua assessoria de imprensa, para questionar por que seria necessária a apresentação de uma nova proposta, quando já há um projeto semelhante sobre o tema tramitando no Congresso, mas não obteve resposta.

Desde que foi apresentado por Benedita, em março de 1989, o projeto passou por duas comissões e pelo plenário da Câmara para, em seguida, ser enviado ao Senado, em 1991. Aprovado com modificações pelos senadores, o projeto retornou à Câmara, em 1996, sendo novamente aprovado por duas comissões.

Pronto para ser votado novamente no plenário da Câmara desde 1999, o projeto não foi apreciado desde então. Se aprovado novamente pela Casa, ele segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com Benedita, que também esteve em Genebra, representando a Câmara dos Deputados, o projeto enfrenta resistência de parlamentares e da sociedade, devido ao fato de patrões não quererem pagar horas extras às empregadas domésticas.

- A hora que seus patrões chegam elas vão servir seu jantar e não serão contabilizadas as horas. E eles [patrões] acham que tem que ser assim, porque é empregada para atender a demanda da casa e ter mil e uma utilidades.

Ela acredita, entretanto, que essas resistências podem ser superadas, sobretudo após a convenção da OIT.

René Simões defende última chance para Jobson: ‘Já pagou pelo que fez ’

Treinador do Bahia reconhece que situação do atacante é difícil, mas acha que ele já mostrou que está recuperado e merece uma última chance

Jobson chora após o gol marcado diante do Flu
no Engenhão (Foto: Agência Estado)
Após a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, todos no Bahia voltaram as atenções para o julgamento do atacante Jobson, que será feito na Corte Arbitral do Esporte, nesta terça-feira, na Suíça. A CAS vai julgar a redução de pena imposta pelo STJD de dois anos para seis meses, que já foi cumprida pelo jogador, ou piorar ainda mais sua situação.

Jobson foi pego no doping (apontou o uso de cocaína) durante o Campeonato Brasileiro em 2009, e depois chegou a admitir ter usado droga, mas o crack. Mesmo com todo o problema, o técnico René Simões acha que seria mais justo dar uma chance para o atacante, que vem sendo monitorado no clube.

- Quando teve o caso, as pessoas defendiam uma punição para ele. Realmente teve um postura errada, mas se formos pensar assim quanta gente no Brasil deveria ser punida por isso? Acho que se poderia dar uma última chance, com uma pena mais dura em caso de nova conduta irregular. Ele já pagou pelo que fez e está sendo monitorado, acompanhado por todos nós. Torço para que ele continue conosco, pois é um ser humano maravilhoso, que cometeu um erro, como muitos outros cometem.

Após a audiência, a Corte Arbitral do Esporte terá 60 dias para divulgar sua decisão final.

domingo, 19 de junho de 2011

Cachorros encontram abrigo em delegacias de São Paulo

Policiais que trabalham em distritos adotam bichos abandonados.
'Ela é uma alegria', diz delegado sobre cadela Farinha, que vive no Denarc.

Cachorra Farinha, que vive no Denarc, na região central de SP (Foto: Luciana Bonadio/G1)
Quem entra apressado na sede do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), no Bom Retiro, na região central de São Paulo, pode passar despercebido por Farinha, a cachorrinha que dorme acomodada em um cobertor rosa em um cantinho da recepção. Como ela, muitos animais encontram em delegacias e batalhões da polícia um abrigo e o carinho que não recebiam nas ruas. “Ela é uma alegria disso aqui”, resume o delegado Antonio de Olim, divisionário do Núcleo de Apoio e Proteção à Escola (Nape).

Cachorra dorme em cobertor na recepção
do Denarc (Foto: Luciana Bonadio/G1)
Farinha vive no Denarc há cinco anos. Ela recebe comida e água dos policiais que trabalham no departamento. “Ela é bem tratada. A Farinha dorme o dia todo e, durante a noite, fica acordada tomando conta. É um cão de guarda”, conta Olim. A cachorra também faz sucesso com o público. “Tem gente que vem só visitar a Farinha, traz comida e cobertor.”

Até poucos meses atrás, ela tinha a companhia de outro animal, um gatinho apelidado de Baseado. “A Farinha não fazia nada com ele. Há alguns meses, alguns cães entraram aqui e o machucaram. A gente levou no veterinário, mas não teve como salvar”, lembra o delegado. Para Olim, é uma obrigação cuidar dos animais. “Quem não trata bem bicho, não trata bem ninguém”, acredita.

O 2º Distrito Policial de Santo André, no ABC, é o abrigo de dois vira-latas, um macho e uma fêmea. A cachorra Lilica nasceu na casa antes mesmo desta virar uma delegacia, em 2002, e permanece lá até hoje, segundo os funcionários. Já o cão Lino chegou ao local há quatro anos, acompanhando um rapaz que havia sido preso na ocasião.

O jovem foi transferido para uma outra cadeia, mas o bicho de estimação ficou. Ele perambulou pela rua e redondezas durante algum tempo, mas acabou sendo adotado pelos funcionários. E ganhou um cantinho só dele. Só não se chegou a um consenso quanto ao nome dele. Lino, Felipeli, Fuinha e Máscara são alguns deles.

Ambos entram e saem da delegacia na hora que lhes convêm e recebem comida e carinho de todos os funcionários, mas são verdadeiros xodós da agente de telecomunicação Marisa Rosa. “Eu cuido mais, dou mais atenção, porque adoro cachorro. Mas todo mundo cuida, todo mundo dá atenção para eles, inclusive o delegado”, conta, sobre o titular do distrito, Oswaldo Fuentes Júnior.

Carla recebe cuidados em delegacia de
São Bernardo (Foto: Luciana Bonadio/G1)
Há quase um ano, a vira-lata Carla vive no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, também no ABC. Os policiais dizem que ela pertencia a um catador de papelão que circulava pela região. Depois de um tempo, apareceu sozinha na delegacia e recebeu comida e água. Acabou ficando. Alguns meses depois, trouxe um amigo, um cachorro que ainda não tem nome definido.

Os dois circulam pelo pátio da delegacia e recebem carinho de quem passa. Carla toma banho em pet shop, vai ao veterinário e é conhecida por aprontar bastante. Os policiais contam que ela ganhou uma cama para dormir, mas ela acabou destruída pela cachorra brincalhona. No último Natal, poucos enfeites permaneceram inteiros no distrito. A delegada Teresa Alves de Mesquita Gurian diz que os cachorros podem ser adotados por famílias, desde que sejam bem tratados. “A delegacia não é lugar para criar animais. A gente deixa aqui porque tem dó. Se aparecer alguém que cuide direitinho, a gente deixaria adotar”, conta.

Polêmica do Pirata
No início de abril, a história do cão Pirata provocou muita polêmica. O cachorro cego de um olho viveu durante nove anos em um batalhão da Polícia Militar no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, mas foi retirado do local. Sem saber o paradeiro do cachorro, muitas pessoas protestaram na internet e enviaram centenas de e-mails para a corporação.

Pirata era muito conhecido no bairro. “Ele esperava fechar o sinal e atravessava na faixa de pedestre. Era bem tratado, os policiais levavam no veterinário e, quando os guardas iam correr, ele acompanhava”, lembra uma comerciante da região, que pediu para não ter o nome revelado.

A PM divulgou uma nota sobre o caso e esclareceu que a nova comandante da companhia queria dar “um lar de verdade” para o cão. Pirata acabou doado para uma família que mora no bairro do Pari, na região central de São Paulo. Ele recebe “o amor de duas crianças, que já afirmaram que amam e não vão devolver o cãozinho”, diz a nota.

Cães que moram em distrito policial de Santo André (Foto: Marcelo Mora/G1)


Acarajé congelado ‘made in Bahia’ dá lucro a empresário

Empreendedor já vende produto para 11 estados.
Produto chega em caixas de isopor com origem estampada.

Em Salvador, mais de 4 mil baianas vendem acarajé nas ruas. O quitute, feito de feijão fradinho e frito no azeite de dendê, é produto tradicional do estado – mas um empreendedor está levando a outros estados, sem perder a origem baiana.

Ubiratan Sales foi gerente comercial de uma empresa de alimentos durante oito anos. Como viajava muito, ele recebia o tempo todo encomendas de amigos pedindo o acarajé. Mas era difícil armazená-lo para transportar.

“A partir daí eu tomei a decisão de desenvolver um produto que realmente pudesse chegar em qualquer lugar, em qualquer hora”, diz ele.

O empresário levou oito meses para testar e desenvolver o acarajé congelado. Um investimento de R$ 80 mil em equipamentos de cozinha, matéria prima e embalagem. Ubiratan buscou um produto que, mesmo congelado, tivesse o sabor e a crocância do acarajé fresco. O segredo está na temperatura do processo de produção.

A baixa temperatura é para interromper o processo de fermentação do feijão, o que dá qualidade ao produto final como sua crocância, sabor e cheiro. Para fazer o acarajé, o feijão moído é temperado e vira uma massa. Com duas colheres, a chefe de cozinha faz o bolinho e frita no azeite.

“O feijão tem que ser de qualidade e ele não afundar quando colocar no tacho”, diz chefe de cozinha Tânia Santos.

O acarajé é congelado em formas e embalado. Vai junto um saquinho de vatapá, um de camarão e outro de pimenta. A origem do produto é estampada na caixa, como uma marca reconhecida em todo o país. Para comer, é só pôr no forno por dez minutos e acrescentar os ingredientes.

A empresa produz 35 mil acarajés por mês, e vende para restaurantes, bares, hotéis e consumidor final, em 11 estados diferentes. O acarajé é enviado por avião, em caixas de isopor. A caixa com nove unidades custa R$ 15 e, com 35, sai por R$ 55. Novos pedidos do acarajé congelado surgem a cada dia e as vendas crescem 50 % ao ano. O empresário já faz contatos com grandes redes varejistas e está ampliando a fábrica para aumentar a produção.

As expectativas de Ubiratan são altas: vender 300 mil acarajés congelados por mês em dois anos. Para isso, ele conta com um marketing consagrado: para o empresário, o acarajé da Bahia é uma marca mundialmente famosa.

“Nós estamos enquadrando o nosso produto pra exportação porque o acarajé não só o baiano ou brasileiro gosta, nós temos muito turista que querem levar para fora e nós temos o mercado dos Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal que seria nosso objetivo atender”, diz.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Presos vão ter aula de marcenaria com madeira apreendida pelo Ibama

Cerca de 80 detentos vão aprender a fabricar móveis em 3 presídios no Pará.
Material usado foi apreendido pelo instituto em operação em maio de 2010.


Presos do Sistema Penitenciário do Pará vão ter aulas de marcenaria com madeira apreendida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O material, cerca de 63 m³ de madeira serrada, foi levado para três unidades prisionais em Marituba, Santa Isabel e Belém, nesta quinta-feira (16).

Representantes do Projeto Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) vão coordenar o trabalho em parceria com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará. Cerca de 80 presos vão aprender a fabricar móveis. A madeira destinada à ação social estava em poder do Ibama desde a realização da Operação Delta, realizada em maio de 2010.

Madeira apreendida pelo Ibama foi doada para presos terem aula de marcenaria nas celas (Foto: Hildeberg Cruz/Divulgação/Ibama)

PF afirma que desvio de verba destinada a assentamentos pode chegar a R$ 5 milhões

Ex-líder do MST, José Rainha Júnior é um dos presos na operação

O rombo provocado pelo grupo que desviava dinheiro do governo destinado a assentamentos pode chegar a R$ 5 milhões. A informação foi confirmada por Ronaldo de Góes Carrer, delegado da Polícia Federal em Prudente, no interior de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (16). O ex-líder do MST (Movimento dos Sem-Terra) José Rainha Júnior está entre os presos da operação Desfalque da Polícia Federal.

Na tarde de hoje, Carrer deu uma coletiva confirmando as prisões, mas não listou o nome dos investigados. Segundo a PF, as primeiras investigações sobre o esquema de desvio de dinheiro começaram em 2009. Ainda de acordo com Carrer, 50 agentes da PF participaram da operação.

A PF cumpriu dez mandados de prisão temporária, sete de condução coercitiva e 13 de busca e apreensão nas cidades de Andradina, Araçatuba, Euclides da Cunha Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Sandovalina, São Paulo e Teodoro Sampaio.

De acordo com nota da polícia, a investigação começou há aproximadamente dez meses e foi acompanhada pelo Ministério Público Federal. O grupo criminoso teria usado associações civis, cooperativas e institutos para se apropriar ilegalmente de recursos públicos destinados à manutenção de assentados em áreas desapropriadas para reforma agrária.

São investigados crimes de extorsão contra proprietários de terras invadidas, estelionato, peculato, apropriação indébita de recursos de assentados, formação de quadrilha e extração ilegal de madeira de áreas de preservação permanente.

A assessoria de imprensa da coordenação nacional do MST disse à Agência Brasil que Rainha está desligado do movimento há mais de cinco anos.

Roberto Carlos dá carro de mais de R$ 250 mil para Tom Cavalcante

Rei chegou a uma das apresentações de Tom, realizada na noite de quarta-feira (15), em São Paulo.

Roberto Carlos surpreendeu o comediante Tom Cavalcante com um presente bastante generoso. O cantor deu ao amigo um Corvette branco 2011, com interior titaniun Gray e todos os acessórios disponíveis após saber que Cavalcante fez todas suas apresentações do projeto "Emoções em Alto Mar", capitaneado por Roberto, espontaneamente, sem receber cachê.

O Rei chegou a uma das apresentações de Tom, realizada na noite de quarta-feira (15), em São Paulo, dirigindo o veículo, que não sai por menos de R$ 250 mil. “Foi um dia memorável! Já estava emocionado com a nobre presença do Rei na minha plateia e, ao final, ser surpreendido com um carro de presente foi demais. Me deixou sem palavras. Tanto carinho e desprendimento só podiam ter partido dele. Roberto não é só um amigo. Roberto é um irmão", comentou o comediante. As informações são do Quem