quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Em entrevista ao Fantástico, Xuxa diz ter sofrido abuso sexual
A apresentadora disse que o sofrimento a fez querer 'lutar pelas crianças'.
Em entrevista que foi ao ar no "Fantástico" deste domingo (20), a apresentadora Xuxa disse ter sofrido abuso sexual "até os 13 anos".
Ao falar sobre seu engajamento em campanhas contra a palmada e os abusos, Xuxa declarou: "Eu abracei essas causas todas porque eu vivi isso. Na infância, até a minha adolescência, até os 13 anos, eu vivi isso. Pelo fato de eu ser muito grande, eu chamar a atenção, eu fui abusada".
O depoimento foi dado ao quadro "O que Vi da Vida". "Não foi uma pessoa, foram várias pessoas que fizeram aquilo, em momentos diferentes", disse. "Me sentia suja, me sentia errada. Se eu não tivesse o amor da minha mãe, eu teria ido embora. Só que eu não falei para a minha mãe, eu não tinha coragem. A maioria das crianças não fala."
"Eu me lembro do cheiro", disse. "E não sei quem foi." Mais adiante, porém, ela comenta que um dos abusadores era namorado de sua avó e outro, melhor amigo de seu pai, "que queria ser meu padrinho".
"Até hoje, se você me perguntar por que que aconteceu, eu ainda acho que foi minha culpa. Mas a gente não pode pensar assim, porque a criança não sabe."
A apresentadora disse que o sofrimento a fez querer "lutar pelas crianças".
Na mesma entrevista, ela também falou brevemente sobre os relacionamentos com Pelé e Ayrton Senna. "Vivi um amor que foi rápido, porque ele era muito rápido", disse, em referência ao piloto.
Xuxa contou, ainda, que chegou a visitar Michael Jackson em sua casa, em Neverland, e que o astro a pediu em casamento --e ela recusou.
As informações são do Folha.
Em entrevista que foi ao ar no "Fantástico" deste domingo (20), a apresentadora Xuxa disse ter sofrido abuso sexual "até os 13 anos".
Ao falar sobre seu engajamento em campanhas contra a palmada e os abusos, Xuxa declarou: "Eu abracei essas causas todas porque eu vivi isso. Na infância, até a minha adolescência, até os 13 anos, eu vivi isso. Pelo fato de eu ser muito grande, eu chamar a atenção, eu fui abusada".
O depoimento foi dado ao quadro "O que Vi da Vida". "Não foi uma pessoa, foram várias pessoas que fizeram aquilo, em momentos diferentes", disse. "Me sentia suja, me sentia errada. Se eu não tivesse o amor da minha mãe, eu teria ido embora. Só que eu não falei para a minha mãe, eu não tinha coragem. A maioria das crianças não fala."
"Eu me lembro do cheiro", disse. "E não sei quem foi." Mais adiante, porém, ela comenta que um dos abusadores era namorado de sua avó e outro, melhor amigo de seu pai, "que queria ser meu padrinho".
"Até hoje, se você me perguntar por que que aconteceu, eu ainda acho que foi minha culpa. Mas a gente não pode pensar assim, porque a criança não sabe."
A apresentadora disse que o sofrimento a fez querer "lutar pelas crianças".
Na mesma entrevista, ela também falou brevemente sobre os relacionamentos com Pelé e Ayrton Senna. "Vivi um amor que foi rápido, porque ele era muito rápido", disse, em referência ao piloto.
Xuxa contou, ainda, que chegou a visitar Michael Jackson em sua casa, em Neverland, e que o astro a pediu em casamento --e ela recusou.
As informações são do Folha.
'Essa luta não pode parar', diz artista plástico baiano barrado na Espanha
Menelaw Sete chegou a Salvador na noite de sábado (19).
Em entrevista ao G1, ele relata os momentos de angústia que passou.
De volta a Salvador, o artista plástico Menelaw Sete, que foi impedido de seguir viagem com destino a Milão, na Itália, pelo setor de imigração do aeroporto Barajas, em Madri, na Espanha, contou ao G1 como foram os momentos de angústia antes de ser mandado de volta ao Brasil. O artista faria exposições na Itália e na Suíça.
"Cheguei por volta das 21h de ontem [sábado (19)] em Salvador, mas ainda tive aborrecimentos com o extravio de minhas malas, que seguiram para Milão. Registrei a queixa e a previsão de chegada é para terça-feira", conta Menelaw.
O artista plástico diz que desembarcou no aeroporto espanhol às 11h, no horário de Madri, em conexão para pegar o voo para Milão. No setor de imigração, Menelaw teve que responder a algumas perguntas, como o local para onde iria e o que faria. "Mostrei a carta convite e o panfleto da exposição. Há mais de 15 anos viajo para a Europa, sempre levo a carta convite, mostro as revistas, nunca tive problemas", declara.
Depois de responder aos questionamentos, Menelaw conta que foi informado de que teria que aguardar uma vistoria de seus pertences, que foram levados por funcionários da imigração. "Pedi e deixaram que eu ficasse com um caderno e uma caneta", lembra. O artista plástico passou por duas salas até ser encaminhado para um recinto com beliches e telefones, onde estavam cerca de 30 pessoas. "Senti que era tudo teatro, encenação, quem vai para aquele local é para voltar", opina.
Segundo Menelaw, todo o diálogo dos funcionários da imigração acontecia em espanhol, até que ele recebeu um documento em português anunciando que uma brasileira entraria com ele em outro espaço para conversar com uma advogada do aeroporto. "Eu sentia que buscavam uma justificativa para me manter ali. Perguntaram se eu tinha cartão de crédito, carta convite, o que ia fazer, onde ia ficar... Mostrei tudo, mas alegaram que eu tinha pouco dinheiro e que a carta não estava carimbada. Eu quis ligar para o empresário que me aguardava, mas disseram que não ia resolver e que ele não poderia entrar lá. Eles não dão chance a você de se proteger", avalia.
saiba mais
Espanha barra artista plástico baiano que
ia expor na Europa
Logo depois do interrogatório, Menelaw foi comunicado de que teria que voltar ao Brasil. "Mandaram que eu assinasse um documento dizendo que eu queria voltar para o Brasil, então eu disse que assinaria se sinalizassem que estavam me mandando embora. Retiraram o item questionado do documento e eu assinei", detalha.
Noite no alojamento
As cerca de 30 pessoas, de diversas nacionalidades, que compartilharam a angústia de serem barradas com Menelaw serviram de inspiração para o artista plástico que registrou os momentos em aproximadamente 40 desenhos. Nervosismo, choro e medo caracterizavam o ambiente, de acordo com o relato do baiano. "Fui desenhando conforme ia sentindo, incorporei um personagem para não sofrer aquele drama, para não ficar com sequelas. Acredito que seja discriminação, eu não vi branco, havia mulatos, negros... Em uma das ilustrações mostro um venezuelano chorando. Também registrei a arrogância, a humilhação da deportação...", revela o artista plástico, que pretende reunir os desenhos em uma exposição.
Escoltado por dois policiais, Menelaw embarcou de volta ao Brasil no sábado (19). Já na terra natal, o artista pede por um tratamento diferente aos brasileiros. "Essa luta não pode parar. Estou planejando um protesto na manhã de terça-feira em frente ao consulado espanhol. Quero explicações desse comportamento. Sou a favor do governo continuar fazendo o trabalho de fronteira, mas que seja de forma justa", conclui.
Menelaw Sete é reconhecido artisticamente como o "Picasso" brasileiro, em referência ao pintor espanhol. Na Suíça, ele iria homenagear conterrâneos famosos como Jorge Amado, Irmã Dulce e Mãe Menininha do Gantois em um painel intitulado "Bahia que eu nasci". Em 2006, o artista recebeu o título de doutor "Honoris Causa" pela Universidade Coorporativa das Américas.
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| Menelaw Sete foi barrado em aeroporto da Espanha (Foto: Menelaw Sete/ Arquivo Pessoal) |
"Cheguei por volta das 21h de ontem [sábado (19)] em Salvador, mas ainda tive aborrecimentos com o extravio de minhas malas, que seguiram para Milão. Registrei a queixa e a previsão de chegada é para terça-feira", conta Menelaw.
O artista plástico diz que desembarcou no aeroporto espanhol às 11h, no horário de Madri, em conexão para pegar o voo para Milão. No setor de imigração, Menelaw teve que responder a algumas perguntas, como o local para onde iria e o que faria. "Mostrei a carta convite e o panfleto da exposição. Há mais de 15 anos viajo para a Europa, sempre levo a carta convite, mostro as revistas, nunca tive problemas", declara.
Depois de responder aos questionamentos, Menelaw conta que foi informado de que teria que aguardar uma vistoria de seus pertences, que foram levados por funcionários da imigração. "Pedi e deixaram que eu ficasse com um caderno e uma caneta", lembra. O artista plástico passou por duas salas até ser encaminhado para um recinto com beliches e telefones, onde estavam cerca de 30 pessoas. "Senti que era tudo teatro, encenação, quem vai para aquele local é para voltar", opina.
Segundo Menelaw, todo o diálogo dos funcionários da imigração acontecia em espanhol, até que ele recebeu um documento em português anunciando que uma brasileira entraria com ele em outro espaço para conversar com uma advogada do aeroporto. "Eu sentia que buscavam uma justificativa para me manter ali. Perguntaram se eu tinha cartão de crédito, carta convite, o que ia fazer, onde ia ficar... Mostrei tudo, mas alegaram que eu tinha pouco dinheiro e que a carta não estava carimbada. Eu quis ligar para o empresário que me aguardava, mas disseram que não ia resolver e que ele não poderia entrar lá. Eles não dão chance a você de se proteger", avalia.
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Espanha barra artista plástico baiano que
ia expor na Europa
Logo depois do interrogatório, Menelaw foi comunicado de que teria que voltar ao Brasil. "Mandaram que eu assinasse um documento dizendo que eu queria voltar para o Brasil, então eu disse que assinaria se sinalizassem que estavam me mandando embora. Retiraram o item questionado do documento e eu assinei", detalha.
Noite no alojamento
As cerca de 30 pessoas, de diversas nacionalidades, que compartilharam a angústia de serem barradas com Menelaw serviram de inspiração para o artista plástico que registrou os momentos em aproximadamente 40 desenhos. Nervosismo, choro e medo caracterizavam o ambiente, de acordo com o relato do baiano. "Fui desenhando conforme ia sentindo, incorporei um personagem para não sofrer aquele drama, para não ficar com sequelas. Acredito que seja discriminação, eu não vi branco, havia mulatos, negros... Em uma das ilustrações mostro um venezuelano chorando. Também registrei a arrogância, a humilhação da deportação...", revela o artista plástico, que pretende reunir os desenhos em uma exposição.
Escoltado por dois policiais, Menelaw embarcou de volta ao Brasil no sábado (19). Já na terra natal, o artista pede por um tratamento diferente aos brasileiros. "Essa luta não pode parar. Estou planejando um protesto na manhã de terça-feira em frente ao consulado espanhol. Quero explicações desse comportamento. Sou a favor do governo continuar fazendo o trabalho de fronteira, mas que seja de forma justa", conclui.
Menelaw Sete é reconhecido artisticamente como o "Picasso" brasileiro, em referência ao pintor espanhol. Na Suíça, ele iria homenagear conterrâneos famosos como Jorge Amado, Irmã Dulce e Mãe Menininha do Gantois em um painel intitulado "Bahia que eu nasci". Em 2006, o artista recebeu o título de doutor "Honoris Causa" pela Universidade Coorporativa das Américas.
sábado, 19 de maio de 2012
Carolina Dieckmann será um dos alvos do primeiro programa de Rafinha Bastos
Saturday Night Live, comandado pelo humorista estreia no próximo dia 27 de maio
O polêmico humorista Rafinha Bastos voltará a atacar as celebridades na estreia do seu programa Saturday Night Live, no próximo dia 27 de maio, na RedeTV!. Durante a coletiva de imprensa que aconteceu no começo da semana, em São Paulo, o apresentador explicou como será o novo projeto.
“Inevitavelmente eu vou ofender as pessoas ou agredir. Essas coisas acontecem, não têm controle. Se o Thor Batista atropelar mais umas 15 pessoas, a gente tem que fazer esquete sobre isso. Veja a Carolina Dieckmann querendo processar o planeta. Artista brasileiro se acha uma entidade”, afirmou o humorista que disse ainda que não se preocupa com um possível processo de Carolina Dieckmann.
E por falar na atriz, a polêmica envolvendo Carolina, que teve fotos íntimas publicadas na internet, está no roteiro do primeiro programa de Rafinha. A atriz Renata Gaspar, que já participou da série “Descolados” da MTV, foi quem interpretou a atriz.
Ela assistiu a alguns vídeos da atriz, tirou a maquiagem e gravou num púlpito a cena de Carolina se justificando diante dos jornalistas. “Foi bem engraçado, eu não tive muito tempo de ensaiar, nem vejo novelas. Mas ficou bom”, contou ela à coluna Diário da Fama, do jornal Diário de São Paulo. As informações são do Correio.
O polêmico humorista Rafinha Bastos voltará a atacar as celebridades na estreia do seu programa Saturday Night Live, no próximo dia 27 de maio, na RedeTV!. Durante a coletiva de imprensa que aconteceu no começo da semana, em São Paulo, o apresentador explicou como será o novo projeto.
“Inevitavelmente eu vou ofender as pessoas ou agredir. Essas coisas acontecem, não têm controle. Se o Thor Batista atropelar mais umas 15 pessoas, a gente tem que fazer esquete sobre isso. Veja a Carolina Dieckmann querendo processar o planeta. Artista brasileiro se acha uma entidade”, afirmou o humorista que disse ainda que não se preocupa com um possível processo de Carolina Dieckmann.
E por falar na atriz, a polêmica envolvendo Carolina, que teve fotos íntimas publicadas na internet, está no roteiro do primeiro programa de Rafinha. A atriz Renata Gaspar, que já participou da série “Descolados” da MTV, foi quem interpretou a atriz.
Ela assistiu a alguns vídeos da atriz, tirou a maquiagem e gravou num púlpito a cena de Carolina se justificando diante dos jornalistas. “Foi bem engraçado, eu não tive muito tempo de ensaiar, nem vejo novelas. Mas ficou bom”, contou ela à coluna Diário da Fama, do jornal Diário de São Paulo. As informações são do Correio.
terça-feira, 8 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Esgotada carga de ingressos do Bahia para Ba-Vi no Barradão
Os torcedores do Bahia adquiriram os 3.500 ingressos destinados para a torcida visitante em três horas e meia.
Em três horas e meia, os torcedores do Bahia adquiriram os 3.500 ingressos destinados para a torcida visitante do clássico Ba-Vi, que acontece neste domingo, 6, às 16 horas, no estádio Manoel Barradas (Barradão), válido pela primeira partida das finais do Campeonato Baiano 2012.
A carga de 10% da capacidade total do Barradão (apto a receber 35.000 pagantes) foi vendida nas bilheterias de Pituaçu e na Loja 88, no Pituba Parque Center, entre 11h e 14h30 desta quinta-feira, 3, pelo valor de R$ 20. Com isto, restam apenas os ingressos destinados para a torcida do Vitória, local onde é proibido acesso para quem estiver vestido com a camisa do Bahia.
As entradas para a área rubro-negra na decisão no Barradão estão à venda nos seguintes pontos: Loja do Leão – Shopping Capemi (ao lado do Iguatemi), Loja do Leão – Shopping Center Lapa (Piedade), Loja Estação Rubro-negra – Shopping Paralela, Loja Estação Rubro-negra - Salvador Norte Shopping (Rótula do Aeroporto) e Loja Leão da Barra – Shopping Paseo (Itaigara).
Além das arquibancadas, a R$ 20, também está disponível, apenas para o torcedor do Vitória, o setor das cadeiras, pelo valor de R$ 40. As informações são do A Tarde.
Em três horas e meia, os torcedores do Bahia adquiriram os 3.500 ingressos destinados para a torcida visitante do clássico Ba-Vi, que acontece neste domingo, 6, às 16 horas, no estádio Manoel Barradas (Barradão), válido pela primeira partida das finais do Campeonato Baiano 2012.
A carga de 10% da capacidade total do Barradão (apto a receber 35.000 pagantes) foi vendida nas bilheterias de Pituaçu e na Loja 88, no Pituba Parque Center, entre 11h e 14h30 desta quinta-feira, 3, pelo valor de R$ 20. Com isto, restam apenas os ingressos destinados para a torcida do Vitória, local onde é proibido acesso para quem estiver vestido com a camisa do Bahia.
As entradas para a área rubro-negra na decisão no Barradão estão à venda nos seguintes pontos: Loja do Leão – Shopping Capemi (ao lado do Iguatemi), Loja do Leão – Shopping Center Lapa (Piedade), Loja Estação Rubro-negra – Shopping Paralela, Loja Estação Rubro-negra - Salvador Norte Shopping (Rótula do Aeroporto) e Loja Leão da Barra – Shopping Paseo (Itaigara).
Além das arquibancadas, a R$ 20, também está disponível, apenas para o torcedor do Vitória, o setor das cadeiras, pelo valor de R$ 40. As informações são do A Tarde.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
O trabalho e os pobres que fazem a História
Até recentemente os historiadores desdenhavam os pobres.
A crônica do passado se fazia em torno de reis débeis, alguns; corajosos, outros. Também os intelectuais, cientistas e artistas sempre estiveram na vanguarda da história oficial. A civilização se fazia também com os santos, mas os santos da Igreja, em sua maioria, eram recrutados entre os membros da classe dominante na Idade Média, ainda que renunciassem à riqueza, como Francisco de Assis, ou se fizessem mártires nas guerras que, de santas nada tinham, como as cruzadas. Os santos modernos, com raras exceções, são militantes políticos contra os pobres, como o fundador da Opus dei.
Hoje cresce entre os acadêmicos a preocupação com a “História vista de baixo”, embora a razão recomende não estabelecer o que seja alto ou baixo na construção do homem. É bom olhar o trabalho dos pobres, e sua luta por justiça, como o sumo da História. Não foram os faraós que construíram as pirâmides, mas, sim, os escravos; as grandes cidades modernas podem ter sido imaginadas pelos arquitetos geniais, mas não sairiam das pranchetas sem as mãos ásperas dos pedreiros, armadores e carpinteiros. O mundo virtual, abstrato, dos pensadores, prescinde do trabalho pesado, mas a doma da natureza, com a agricultura e o pastoreio, e sua transformação em objetos tangíveis, são conquistas do trabalho pesado.
Muitos trabalhadores que hoje estão comemorando o primeiro de maio, não sabem exatamente como surgiu essa tradição. Ela se deve a uma das primeiras greves organizadas nos Estados Unidos, em 1886. No dia 3 de maio, parados havia algum tempo, os trabalhadores de uma indústria de máquinas colheitadeiras, a McCormick Harvesting Machine Company, formaram piquetes diante dos portões da fábrica e foram dissolvidos pelos policiais que protegiam os fura-greves com a morte de vários operários e dezenas de presos e feridos. Como protesto, eles se reuniram, com o apoio de outros trabalhadores, no dia seguinte, na praça do Heymarket, no centro da cidade.
É bom olhar o trabalho dos pobres, e sua luta por justiça, como o sumo da História
Entre outras reivindicações, os grevistas exigiam a fixação da jornada do trabalho em oito horas diárias. Os patrões, como fazem até hoje, organizaram pelotões de bate-paus, garantidos para ajudar a polícia. Houve o conflito, com os grevistas se defendendo como podiam, e uma bomba explodiu, matando sete policiais. A polícia atirou, matou muitos trabalhadores e buscou suspeitos. Um líder dos trabalhadores, August Spies, embora provasse não estar no local, foi, com três outros, também vistos como inocentes, condenados à forca, e executados em 11 de novembro do ano seguinte.
Um dos presos matou-se. Os três que conseguiram escapar do cadafalso foram perdoados, em 1893, pelo governador de Illinois, John P. Altgeld. O movimento sindical, que existia, de forma dispersa e débil, desde a presidência de Andrew Jackson, tomou corpo, a partir do episódio, com a reorganização da American Federation of Labor.
O século 20 começou com a criação de novos sindicatos de trabalhadores, principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra (com o incentivo do conservador Disraeli), e na Alemanha. Foram as lutas dos trabalhadores que moderaram, um pouco, a avidez dos capitalistas liberais. Essas lutas se iniciaram em 1848 na Europa, tiveram impulso com a Comuna de Paris, em 1871, e viveram a sua grande data no massacre do Haymarket e suas consequências, em 1886.
Tradição do 1º de Maio se deve a uma das primeiras greves nos Estados Unidos, em 1886
Na luta contra a Depressão dos anos 30, os países ocidentais (na União Soviética a situação era outra) procuraram incentivar o sindicalismo e contar com seu apoio. Hitler decretou, no dia 1º de maio de 1933, que a data seria festejada sob o nazismo como o Dia do Trabalho. No dia seguinte, fechou todos os sindicatos, prendeu seus líderes e iniciou a perseguição aos socialistas e comunistas. Nos Estados Unidos e no Canadá, para desvincular a comemoração do massacre de maio, a data escolhida foi a da primeira segunda feira de setembro.
O movimento sindical, para ser autêntico, não deve atrelar-se aos governos, ainda que, na defesa do interesse dos trabalhadores, possa apoiar essa ou aquela medida dos estados nacionais. Foi a luta dos trabalhadores ingleses que criou o Labour Party na Inglaterra, em 1906, e conseguiu as reformas das leis do trabalho que permitiram o desenvolvimento econômico e político da Grã Bretanha, e a levaram ao forte desempenho bélico na Primeira e na Segunda Guerra Mundial.
Os historiadores começam a deixar os papéis dos gabinetes oficiais e as alcovas da nobreza, a fim de encontrar os verdadeiros agentes da civilização, no estudo da vida e da resistência dos pobres contra a opressão — o que ela tem de melhor. É hora de que se faça o mesmo em nosso país. É mais importante estudar a resistência dos negros e dos brancos miseráveis do Brasil Colônia — que valiam menos do que os escravos, posto que os últimos, como bens de produção, tinham valor de mercado — do que imaginar como eram os encontros galantes de Pedro I com a Marquesa de Santos. Foi o suor dos desprezados que deu liga à argamassa de nossa nação — e de todas as outras nações.
Fonte: Jornal do Brasil
Mauro Santayana
A crônica do passado se fazia em torno de reis débeis, alguns; corajosos, outros. Também os intelectuais, cientistas e artistas sempre estiveram na vanguarda da história oficial. A civilização se fazia também com os santos, mas os santos da Igreja, em sua maioria, eram recrutados entre os membros da classe dominante na Idade Média, ainda que renunciassem à riqueza, como Francisco de Assis, ou se fizessem mártires nas guerras que, de santas nada tinham, como as cruzadas. Os santos modernos, com raras exceções, são militantes políticos contra os pobres, como o fundador da Opus dei.
Hoje cresce entre os acadêmicos a preocupação com a “História vista de baixo”, embora a razão recomende não estabelecer o que seja alto ou baixo na construção do homem. É bom olhar o trabalho dos pobres, e sua luta por justiça, como o sumo da História. Não foram os faraós que construíram as pirâmides, mas, sim, os escravos; as grandes cidades modernas podem ter sido imaginadas pelos arquitetos geniais, mas não sairiam das pranchetas sem as mãos ásperas dos pedreiros, armadores e carpinteiros. O mundo virtual, abstrato, dos pensadores, prescinde do trabalho pesado, mas a doma da natureza, com a agricultura e o pastoreio, e sua transformação em objetos tangíveis, são conquistas do trabalho pesado.
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| primeiras greves organizadas nos Estados Unidos, em 1886 |
É bom olhar o trabalho dos pobres, e sua luta por justiça, como o sumo da História
Entre outras reivindicações, os grevistas exigiam a fixação da jornada do trabalho em oito horas diárias. Os patrões, como fazem até hoje, organizaram pelotões de bate-paus, garantidos para ajudar a polícia. Houve o conflito, com os grevistas se defendendo como podiam, e uma bomba explodiu, matando sete policiais. A polícia atirou, matou muitos trabalhadores e buscou suspeitos. Um líder dos trabalhadores, August Spies, embora provasse não estar no local, foi, com três outros, também vistos como inocentes, condenados à forca, e executados em 11 de novembro do ano seguinte.
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| Os três que conseguiram escapar do cadafalso foram perdoados, em 1893, pelo governador de Illinois, John P. Altgeld. |
O século 20 começou com a criação de novos sindicatos de trabalhadores, principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra (com o incentivo do conservador Disraeli), e na Alemanha. Foram as lutas dos trabalhadores que moderaram, um pouco, a avidez dos capitalistas liberais. Essas lutas se iniciaram em 1848 na Europa, tiveram impulso com a Comuna de Paris, em 1871, e viveram a sua grande data no massacre do Haymarket e suas consequências, em 1886.
Tradição do 1º de Maio se deve a uma das primeiras greves nos Estados Unidos, em 1886
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luta contra a Depressão dos anos 30
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O movimento sindical, para ser autêntico, não deve atrelar-se aos governos, ainda que, na defesa do interesse dos trabalhadores, possa apoiar essa ou aquela medida dos estados nacionais. Foi a luta dos trabalhadores ingleses que criou o Labour Party na Inglaterra, em 1906, e conseguiu as reformas das leis do trabalho que permitiram o desenvolvimento econômico e político da Grã Bretanha, e a levaram ao forte desempenho bélico na Primeira e na Segunda Guerra Mundial.
Os historiadores começam a deixar os papéis dos gabinetes oficiais e as alcovas da nobreza, a fim de encontrar os verdadeiros agentes da civilização, no estudo da vida e da resistência dos pobres contra a opressão — o que ela tem de melhor. É hora de que se faça o mesmo em nosso país. É mais importante estudar a resistência dos negros e dos brancos miseráveis do Brasil Colônia — que valiam menos do que os escravos, posto que os últimos, como bens de produção, tinham valor de mercado — do que imaginar como eram os encontros galantes de Pedro I com a Marquesa de Santos. Foi o suor dos desprezados que deu liga à argamassa de nossa nação — e de todas as outras nações.
Fonte: Jornal do Brasil
Mauro Santayana
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Presidente do Bahia provoca torcida do Vitória e apimenta final
Pelo twitter, Marcelo Guimarães Filho comemorou ida às finais e soltou o verbo provocando adversário
Bastou o Bahia garantir a vaga na final do Campeonato Baiano de 2012, para o presidente do tricolor, Marcelo Guimarães Filho, soltar o verbo no Twitter. Marcelinho não apenas vibrou com seu time e torcida, como fez questão de alfinetar o adversário da final.
Sem medir palavras, o dirigente tricolor soltou as seguintes declarações:
"Quem sempre perdeu nos acréscimos nao era o Bahia nao!!!! Bahia sempre ganhou nos acrecimos! Vai ter q cair aqui em Pituacu!"
"Pra vcs q estavam secando: morrammmmmmm!!!! Esse eh o Bahia de sempre!!!! Aprendi a amar esse clube por isso!!!"
"E tem mais! Minha torcida nao vai embora nao! Fica no estádio! Acredita no time!"
Veja mais declarações do presidente do Bahia abaixo:
Depois do gol salvador de Rafael Donato aos 44 minutos do segundo tempo contra o Vitória da Conquista, em Pituaçu, garantindo a vaga na final, o Bahia pega seu maior rival nos próximos dias 6 e 13 de maio pela final do Baianão. As informações são do Correio.
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Foto: Evandro Veiga/Correio | Marcelo Guimarães Filho |
Depois do gol salvador de Rafael Donato aos 44 minutos do segundo tempo contra o Vitória da Conquista, em Pituaçu, garantindo a vaga na final, o Bahia pega seu maior rival nos próximos dias 6 e 13 de maio pela final do Baianão. As informações são do Correio.
domingo, 29 de abril de 2012
Feira Falta Crescer
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| Secretario. Flailton Frankles e Denílson Santiago |
Srs. Flailton Frankles e Denílson Santiago favor colocar os contadores de semáforos do Tanque da Nação, Olimpio Vital, Geminiano Costa, Av. Jose Falcão da Silva em fim todos que estão faltando vamos acabar com essa zona, e implantar logo a ZONA AZUL e para de rebocar Carros e Motos do Centro OK
sábado, 28 de abril de 2012
Família não contava sobre idas do pai ao Brasil, diz Sean: 'não tinha ideia'
'Minha mãe se casou com outro e disse: este é seu pai', afirma o menino.
Caso gerou polêmica sobre custódia entre pai nos EUA e família no Brasil.
O garoto Sean Goldman, pivô de uma polêmica internacional sobre custódia entre seu pai americano e a família brasileira de sua mãe, diz que, quando sua mãe se casou novamente, ela falou para ele que o advogado João Paulo Lins e Silva era seu pai. Sean deu uma entrevista que foi ao ar nesta sexta-feira (27) na TV americana NBC
É a primeira vez que ele fala desde o início do caso.
"Minha mãe casou com outra pessoa e me falou: Este é seu pai", afirma. Questionado se ele simplesmente aceitou aquilo, ele responde: "Sim, porque eu não queria deixar ninguém bravo."
"Do que eu me lembro, eu estava confuso. O que está acontecendo, onde está meu pai?", conta. O menino afirma que não questionava a família sobre o paradeiro do pai. "Isso só me deixaria triste de novo. Eles provavelmente diriam: eu não sei. (...) Sim, talvez fosse um pouco de medo [da resposta que receberia]", diz.
Sean conta que aprendeu a se fechar contra o que sentia. "Eu não queria ser diferente, então eu meio que espantava os sentimentos e tentava viver com a situação."
Quando perguntado se ele sabia das idas de seu pai ao Brasil para tentar vê-lo, Sean nega. "Não, eu não tinha nenhuma ideia". Segundo ele, os familiares brasileiros não o informavam sobre aquilo.
Quando a apresentadora pede que ele compare o período de cinco anos no Brasil e os últimos dois anos, desde que chegou aos EUA, Sean elogia o pai.
"Os últimos dois anos foram um pouco [mais fáceis], porque meu pai tem ajudado muito, mas os cinco anos [no Brasil] não foram muito fáceis. (...) Agora, eu tenho um guia, meu pai. Não sei como explicar, temos esse elo. Por isso aqui é mais fácil, porque eu tenho um pai."
Sean disse se lembrar de quando, em dezembro de 2009 foi levado do Rio de Janeiro de volta a Tinton Falls, Nova Jersey, onde hoje mora.
"Lembro de ser arrastado por ruas cheias de cinegrafistas. Muitas pessoas empurrando", disse. "E ouvir muita gritaria e gente chamando meu nome. Eu só queria escapar de todos."
"Eu lembro de ter ido ao avião, e meu pai estava olhando e acenando. Eu disse para ele se apressar porque eu queria entrar no avião e voltar para os EUA."
Visita da avó O pai de Sean, David Goldman, também foi ouvido na reportagem. Ele fala sobre sua ex-sogra, Silvana Bianchi, que segue com um processo na Justiça americana apelando pelo direito de visitar o neto.
"Quem disse que eu não permito que ela o veja? Ela pode vir e vê-lo quando ela quiser, levando em conta algumas condições que eu seria um idiota se não impusesse. Porque se fosse por ela, eu nunca mais veria meu filho e ele ainda estaria no Brasil. Ela precisa parar com os processos e então vir para a terapia, com o terapeuta do Sean, conversar e ouvir o aconselhamento sobre como ela deve agir", afirma Goldman.
Ele afirma que, se o filho demonstrasse vontade de rever a avó, ele daria apoio, mas que isso não acontece. "Várias vezes, nos feriados, eu dizia 'Vamos ligar? Nós deveríamos ligar', mas ele não queria. E eu não sei até onde devo insistir", diz Goldman. Mas afirma que, caso o menino quisesse o encontro, ele seria nos Estados Unidos.
Sean cogita visitar os parentes brasileiros, mas no futuro. "Quero estar mais velho antes de voltar ou algo assim. (...) Porque eu provavelmente vou conseguir lidar com mais coisas, com mais sentimentos. (...) Eu ainda tenho 11 anos. Talvez aos 16 ou 18 eu possa tentar."
Disputa judicial A disputa judicial pela guarda do garoto começou depois da morte da mãe de Sean, Bruna Bianchi, em 2008.
Antes da decisão da Justiça brasileira autorizando a permanência do garoto com o pai biológico, Sean morava no Brasil havia quase 5 anos, após ter sido trazido dos Estados Unidos pela mãe.
Já no Brasil, Bruna Bianchi se separou de David e se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva.
Em 2008, após a morte de Bruna, o padrasto ficou com a guarda provisória da criança. David Goldman, no entanto, entrou na Justiça e pediu o retorno da criança aos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Barack Obama, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, pressionaram pela entrega de Sean. Pai, padrasto e avós maternos da criança travaram uma batalha jurídica pela guarda do menino. O caso começou na Justiça estadual do Rio e depois passou para a jurisdição federal. Goldman argumentou que o Brasil violava uma convenção internacional ao negar seu direito à guarda do filho. Já a família brasileira do garoto dizia que, por “razões socioafetivas”, o que inclui a convivência com sua meia-irmã, Chiara, ele deveria permanecer no país, ao qual já estava adaptado. A Justiça brasileira, no entanto, ordenou a entrega do menino ao pai biológico. A avó de Sean ainda recorre, no Supremo Tribunal Federal, da decisão judicial que o mandou morar com o pai nos Estados Unidos. O plenário do tribunal deve analisar o caso, em data ainda não definida.
Para avó, entrevista é 'crueldade' A avó materna de Sean, Silvana Bianchi, disse ao G1 na quinta (26) que considera a entrevista "uma crueldade" "Não cheguei a ver e nem quero ver. Fiquei sabendo da reportagem por jornalistas, que me relataram alguns trechos do que o Sean teria dito na entrevista. Eu me reservo ao direito de não assistir porque eu acho isso uma crueldade. Eu acho que é uma exposição", afirmou Silvana. Silvana reclamou ainda da falta de contato com o menino. "Há um ano e meio que eu não tenho uma palavra do meu neto, nenhuma palavra, nem e-mail nem telefonema. O menino está totalmente bloqueado junto ao pai. Se ele já tem tudo isso que ele mais desejava na vida, por que continua essa exposição dessa criança na imprensa? Eu acho isso uma crueldade, por isso que eu não quero ver", disse.
O garoto Sean Goldman, pivô de uma polêmica internacional sobre custódia entre seu pai americano e a família brasileira de sua mãe, diz que, quando sua mãe se casou novamente, ela falou para ele que o advogado João Paulo Lins e Silva era seu pai. Sean deu uma entrevista que foi ao ar nesta sexta-feira (27) na TV americana NBC
É a primeira vez que ele fala desde o início do caso.
"Minha mãe casou com outra pessoa e me falou: Este é seu pai", afirma. Questionado se ele simplesmente aceitou aquilo, ele responde: "Sim, porque eu não queria deixar ninguém bravo."
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Sean aparece falando em sua primeira entrevista desde o polêmico caso (Foto: Reprodução/NBC)
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Sean conta que aprendeu a se fechar contra o que sentia. "Eu não queria ser diferente, então eu meio que espantava os sentimentos e tentava viver com a situação."
Quando perguntado se ele sabia das idas de seu pai ao Brasil para tentar vê-lo, Sean nega. "Não, eu não tinha nenhuma ideia". Segundo ele, os familiares brasileiros não o informavam sobre aquilo.
Quando a apresentadora pede que ele compare o período de cinco anos no Brasil e os últimos dois anos, desde que chegou aos EUA, Sean elogia o pai.
"Os últimos dois anos foram um pouco [mais fáceis], porque meu pai tem ajudado muito, mas os cinco anos [no Brasil] não foram muito fáceis. (...) Agora, eu tenho um guia, meu pai. Não sei como explicar, temos esse elo. Por isso aqui é mais fácil, porque eu tenho um pai."
Sean disse se lembrar de quando, em dezembro de 2009 foi levado do Rio de Janeiro de volta a Tinton Falls, Nova Jersey, onde hoje mora.
"Lembro de ser arrastado por ruas cheias de cinegrafistas. Muitas pessoas empurrando", disse. "E ouvir muita gritaria e gente chamando meu nome. Eu só queria escapar de todos."
"Eu lembro de ter ido ao avião, e meu pai estava olhando e acenando. Eu disse para ele se apressar porque eu queria entrar no avião e voltar para os EUA."
Visita da avó O pai de Sean, David Goldman, também foi ouvido na reportagem. Ele fala sobre sua ex-sogra, Silvana Bianchi, que segue com um processo na Justiça americana apelando pelo direito de visitar o neto.
"Quem disse que eu não permito que ela o veja? Ela pode vir e vê-lo quando ela quiser, levando em conta algumas condições que eu seria um idiota se não impusesse. Porque se fosse por ela, eu nunca mais veria meu filho e ele ainda estaria no Brasil. Ela precisa parar com os processos e então vir para a terapia, com o terapeuta do Sean, conversar e ouvir o aconselhamento sobre como ela deve agir", afirma Goldman.
Ele afirma que, se o filho demonstrasse vontade de rever a avó, ele daria apoio, mas que isso não acontece. "Várias vezes, nos feriados, eu dizia 'Vamos ligar? Nós deveríamos ligar', mas ele não queria. E eu não sei até onde devo insistir", diz Goldman. Mas afirma que, caso o menino quisesse o encontro, ele seria nos Estados Unidos.
Sean cogita visitar os parentes brasileiros, mas no futuro. "Quero estar mais velho antes de voltar ou algo assim. (...) Porque eu provavelmente vou conseguir lidar com mais coisas, com mais sentimentos. (...) Eu ainda tenho 11 anos. Talvez aos 16 ou 18 eu possa tentar."
Disputa judicial A disputa judicial pela guarda do garoto começou depois da morte da mãe de Sean, Bruna Bianchi, em 2008.
Antes da decisão da Justiça brasileira autorizando a permanência do garoto com o pai biológico, Sean morava no Brasil havia quase 5 anos, após ter sido trazido dos Estados Unidos pela mãe.
Já no Brasil, Bruna Bianchi se separou de David e se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva.
Em 2008, após a morte de Bruna, o padrasto ficou com a guarda provisória da criança. David Goldman, no entanto, entrou na Justiça e pediu o retorno da criança aos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Barack Obama, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, pressionaram pela entrega de Sean. Pai, padrasto e avós maternos da criança travaram uma batalha jurídica pela guarda do menino. O caso começou na Justiça estadual do Rio e depois passou para a jurisdição federal. Goldman argumentou que o Brasil violava uma convenção internacional ao negar seu direito à guarda do filho. Já a família brasileira do garoto dizia que, por “razões socioafetivas”, o que inclui a convivência com sua meia-irmã, Chiara, ele deveria permanecer no país, ao qual já estava adaptado. A Justiça brasileira, no entanto, ordenou a entrega do menino ao pai biológico. A avó de Sean ainda recorre, no Supremo Tribunal Federal, da decisão judicial que o mandou morar com o pai nos Estados Unidos. O plenário do tribunal deve analisar o caso, em data ainda não definida.
Para avó, entrevista é 'crueldade' A avó materna de Sean, Silvana Bianchi, disse ao G1 na quinta (26) que considera a entrevista "uma crueldade" "Não cheguei a ver e nem quero ver. Fiquei sabendo da reportagem por jornalistas, que me relataram alguns trechos do que o Sean teria dito na entrevista. Eu me reservo ao direito de não assistir porque eu acho isso uma crueldade. Eu acho que é uma exposição", afirmou Silvana. Silvana reclamou ainda da falta de contato com o menino. "Há um ano e meio que eu não tenho uma palavra do meu neto, nenhuma palavra, nem e-mail nem telefonema. O menino está totalmente bloqueado junto ao pai. Se ele já tem tudo isso que ele mais desejava na vida, por que continua essa exposição dessa criança na imprensa? Eu acho isso uma crueldade, por isso que eu não quero ver", disse.
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