sábado, 11 de dezembro de 2010

Novas notas de R$ 50 e R$ 100 entram em circulação

Banco Central apresenta novas cédulas na segunda-feira; notas antigas seguirão valendo

O Banco Central oficializa, na próxima segunda-feira, o lançamento da segunda família de cédulas do real. As primeiras notas a entrar em circulação serão as de R$ 50 e R$ 100, responsáveis por 95% das falsificações no País. O lançamento acontecerá em Brasília.

Casa da Moeda começa a produzir novas cédulas do real
Veja as novas cédulas do real
Conheça a Casa da Moeda do Brasil
Dinheiro velho vira adubo
As novas cédulas têm tamanhos variados – quanto maior o valor, maior o tamanho – e elementos de segurança para dificultar a ação dos falsificadores.

Segundo o Banco Central, as novas notas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais. As cédulas atuais continuarão valendo e, de acordo com a autoridade monetária, serão retiradas de circulação em decorrência do desgaste natural.

A nova família de cédulas do real foi apresentada pelo BC em fevereiro deste ano. Na época, a estimativa era de que as novas cédulas respondessem por todo dinheiro em circulação a partir de 2014.

Conheça as novas cédulas do real:

Nova cédula de R$ 50


Nova cédula de R$ 100

Entenda por que o Brasil é importante para a segurança dos EUA

WikiLeaks vazou documento que mostra locais essenciais aos interesses americanos


A divulgação de mais de 250 mil documentos causou grande constrangimento aos EUA. Telegramas faziam comentários sobre líderes mundiais

As minas de nióbio de Catalão (GO) e Araxá (MG), além dos cabos submarinos do Rio de Janeiro (RJ) e de Fortaleza (CE), são alguns dos 300 locais que podem “ter um impacto crítico na segurança nacional dos EUA” caso estejam em perigo. A lista secreta foi vazada na última semana pelo site WikiLeaks.

O fato de o Brasil ter as maiores reservas do mineral e de os cabos transmitirem uma grande quantidade de dados ajuda a explicar a importância desses locais para os americanos.

Segundo o engenheiro de comunicações Naasson Alcântara, da Unesp Bauru, “os cabos submarinos são a principal forma de comunicação de dados a grandes distâncias, intercontinentais”.

No Brasil, “os cabos submarinos citados foram lançados por volta do ano 2000 e utilizam tecnologia digital”, baseada na fibra óptica.

Um dos cabos que saem de Fortaleza, o Américas 2, é capaz de transmitir mais de 150 mil ligações simultâneas. Ele possui 9.000 km de extensão, quatro pares de fibras ópticas, e interliga o Brasil, Guiana Francesa, Trinidad e Tobago, Venezuela, Curaçao, Martinica, Porto Rico e Estados Unidos.

Para o professor, “caso os cabos sejam destruídos, rotas alternativas precisariam ser estabelecidas, por meio de outros cabos ou outros meios já estabelecidos”.

Haveria um transtorno inicial com a interrupção de comunicações, essenciais ou não.

Brasil tem maiores reservas de nióbio

Em relação ao nióbio, o Brasil possui mais de 90% das reservas mundiais. O metal é considerado fundamental para a indústria de armamentos dos EUA.

A geóloga Gilda Ferreira, da Unesp de Rio Claro, explica que o “nióbio é usado para ‘endurecer’, para dar maior resistência às ligas metálicas. É bastante usado em foguetes, aviões e turbinas”.

Os EUA importam do Brasil quase todo o nióbio que consomem. O Canadá também tem uma pequena produção do mineral.

Gilda explica que “o nióbio é usado em pouca quantidade, em termos de toneladas de minérios”.

É uma porcentagem muito baixa. Não sei exatamente qual seria o impacto que causaria aos EUA. Hoje há pesquisas com outros materiais que poderiam substituir o nióbio.

Os EUA também querem proteger minas de manganês em Corumbá (MS) – o Brasil é o segundo maior produtor mundial do minério, usado para dar resistência ao alumínio.

Lista inclui portos e fábricas de medicamentos

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, a destruição de alguns dos 300 pontos vitais teria “impacto crítico na segurança econômica, saúde pública ou na segurança nacional" dos EUA.

A lista inclui oleodutos, portos, gasodutos e fornecedores de medicamentos e vacinas. Também há a preocupação com reservas de minerais estratégicos na Nova Zelândia e na Austrália, além de minas na África e na América do Sul, portos na China e no Japão, e fábricas de remédio na França.

A divulgação de mais de 250 mil documentos diplomáticos causou grande constrangimento aos EUA. Muitos telegramas faziam comentários sobre líderes mundiais, como o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do país, Dmitri Medvedev, descritos como “Batman e Robin”.

O criador do site, o jornalista australiano Julian Assange, 39 anos, foi preso nesta semana no Reino Unido, acusado de estupro pela Justiça da Suécia.

Após 43 anos, escola Pequeno Príncipe deixa de funcionar

Através de carta, o professor Florentino agradeceu a todos que contribuíram e escreveram a história do Pequeno Príncipe.



O Centro Educacional “O Pequeno Príncipe” encerrou neste mês de dezembro suas atividades letivas e também sua história. A unidade de ensino, que contribui na formação de diversos profissionais da cidade, funcionou durante 43 anos na Av. Senhor dos Passos, n. 197. Os trabalhos na escola foram coordenados pelo professor Florentino Ribeiro e Aurora Ribeiro.
Em carta enviada e divulgada no Programa Acorda Cidade, o professor Florentino agradeceu a todos que contribuíram e escreveram a história do Pequeno Príncipe. “Não temos o controle sobre nossa vida e sobre as surpresas que ela nos traz. Numa delicada decisão, em que observamos as inúmeras questões envolvidas, decidimos encerrar a história do Centro Educacional O Pequeno Príncipe”, diz um dos trechos da carta. Nela o professor também destaca a forma honrosa com que a escola funcionou do seu primeiro ao último dia.

Centenário de Noel Rosa é comemorado neste sábado

Cantor e compositor carioca é o autor de alguns dos grandes clássicos da música brasileira


Noel Rosa é o autor de clássicos da MPB como Com Que Roupa?

Neste sábado (11), Noel Rosa completaria seu centenário.

Infelizmente, o lendário Poeta da Vila viveu apenas 26 anos. Ele morreu em 4 de maio de 1937, vítima de tuberculose e também de uma intensa vida boemia.

No entanto, ele soube aproveitar muito bem esse curto período, compondo alguns clássicos que até hoje são cultuados pelos fãs da música popular brasileira.

Clássicos como Com que Roupa?, Fita Amarela, Feitiço da Vila, Onde está a Honestidade? e Filosofia, entre inúmeros outros, são constantemente regravados por novas gerações de intérpretes.

A poesia inteligente e sofisticada de Noel influenciou inúmeros artistas, entre os quais Chico Buarque, Paulinho da Viola e Ivan Lins.

Este último, inclusive, gravou um álbum duplo com as composições do autor carioca.

Ligado à Vila Isabel, célebre bairro carioca com grande produção musical,o compositor compôs toda a sua obra entre 1929 e 1937.

Embora tenha gravado alguns discos como cantor, ainda no formato 78 rotações, Noel Rosa firmou-se mesmo como autor.

Entre os inúmeros livros lançados sobre ele, o mais recomendável é a assinada por João Máximo e Carlos Didier e intitulado Noel Rosa: Uma Biografia.

Esse livro foi a base para o roteiro do filme Noel -Poeta da Vila (2006), dirigido por Rafael Raposo.

Revista publica foto de Hebe Camargo careca durante tratamento médico

Imagem da apresentadora para a capa da 'Veja SP' foi feita em abril, quando ela lutava contra um câncer.


A Revista 'Veja SP' que chega às bancas neste sábado, 11, traz foto polêmica de Hebe Camargo careca durante tratamento médico. A imagem da apresentadora para a capa da publicação - que faz um balanço de seu ano - foi feita em abril, quando Hebe lutava contra um câncer.

A foto, segundo a revista, foi cedida pela própria Hebe. “Pedi para a Leda, que cuida do meu cabelo, bater a foto, que eu nunca havia mostrado a ninguém”, afirma ela. A opção pelo visual foi da própria apresentadora. “Quando vi que o cabelo estava caindo, eu mesma raspei”, conta ela, que oito meses depois já não usa mais peruca.

Na época, nem mesmo os empregados de casa a viam sem peruca. Agora, Hebe decidiu que não tem mais nada a esconder: “Para mostrar de vez às pessoas que é possível vencer o câncer. Quero passar uma mensagem de vida", disse ela, na entrevista.

Papa Bento XVI autoriza beatificação de Irmã Dulce

Freira baiana passará a ser chamada 'Bem-aventurada Dulce dos Pobres'.
Expectativa é a de que a beatificação ocorra no primeiro semestre de 2011.


Irmã Dulce passa a ser chamada 'Bem-aventurada
Dulce dos Pobres'

O Papa Bento XVI assinou, nesta sexta-feira (10), o decreto que formaliza a condição de beata de Irmã Dulce. De acordo a assessoria de imprensa das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid) , ela agora é declarada "Bem-aventurada Dulce dos Pobres." A autorização para a beatificação foi dada pelo pontífice ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, em audiência privada no Vaticano.

Segundo a Arquidiocese de Salvador, a assinatura do papa representa a conclusão do processo de beatificação de Irmã Dulce, iniciado em 2000. A beatificação, no entanto, deverá acontecer durante uma missa que ainda não tem data definida. A expectativa é de que a cerimônia aconteça ainda no primeiro semestre de 2011.

A abertura do processo de beatificação de Irmã Dulce ocorreu em 17 de janeiro de 2000. No ano seguinte foi anunciado o milagre e, em 2002, o processo foi levado para análise do Vaticano.

Para que fosse considerada beata, uma vasta documentação foi encaminhada ao Vaticano, que fez o reconhecimento jurídico, em junho de 2003, sobre a veracidade do milagre atribuído a Irmã Dulce.

Em abril de 2009, a religiosa foi considerada venerável pela biografia. Isso, segundo a Igreja Católica, implica dizer que Irmã Dulce teve uma vida de santidade.

Beatificação
A concessão do título de beato ou bem-aventurado é o reconhecimento de uma vida cristã em grau heróico, segundo a Osid. Com a concessão, o papa passa a permitir à Irmã Dulce uma devoção pública limitada, com a inclusão de seu nome no calendário das festas litúrgicas da Igreja. A festa em devoção ao beato acontece ordinariamente no aniversário da sua morte, ocasião considerada como um nascimento para a vida eterna. Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992.

A beatificação é uma etapa no processo para a canonização. Para a canonização é necessária a aprovação de um milagre adicional atribuído à intercessão do beato. No momento da canonização, o papa declara que o beato está entre os santos do céu e inscreve o nome da pessoa na lista oficial dos Santos da Igreja.

Priscila Fantin e Eri Johnson têm carteiras retidas em blitz da Lei Seca

Atores foram flagrados na madrugada desta sexta (10) na Barra da Tijuca.
Eles pagarão multa de R$ 957,70 por não realizarem teste do bafômetro.


Eri Johnson e Priscila Fantin foram flagrados em
blitz nesta sexta

Os atores Priscila Fantin e Eri Johnson tiveram as carteiras de habilitação apreendidas na madrugada desta sexta-feira (10) durante Operação Lei Seca realizada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o coordenador-geral da Operação Lei Seca, Carlos Alberto Lopes, os dois foram surpreendidos durante blitz na Avenida Ayrton Senna e se recusaram a fazer o teste do bafômetro, alegando que teriam ingerido uma pequena quantidade de bebida alcoólica.

Ainda segundo Lopes, pela recusa, os atores terão de pagar multa de R$ 957,70 e perderão 7 pontos na carteira. Eles tiveram as carteiras de habilitação retidas e poderão reavê-las em até 72 horas.

Os dois, no entanto, não tiveram os carros rebocados porque seus acompanhantes passaram pelo teste do bafômetro e puderam conduzir os veículos.

Procurada pelo G1, a atriz Priscila Fantin informou, por meio de sua assessoria, que não fala sobre sua vida pessoal. Já o ator Eri Johnson não foi encontrado para comentar o assunto.

YouTube vai aceitar vídeos com mais de 15 minutos

Por enquanto, só alguns usuários poderão subir audiovisuais mais longos


Se os testes com os vídeos maiores de 15 minutos derem certo, site
de vídeos do Google deverá estender recurso aos internautas

O YouTube anunciou, nesta sexta-feira (10), em seu blog, que vai permitir que alguns usuários subam vídeos com mais de 15 minutos – se tudo der certo, o recurso será estendido aos internautas nos próximos meses.

Em julho deste ano, o site de vídeos do Google aumentou de dez para 15 minutos o tempo máximo de cada audiovisual.

Assinado por Joshua Siegel, gerente de produção, e Doug Mayle, engenheiro de software, o post explica que o aumento no tempo de vídeo só foi possível graças a alguns avanços no sistema de identificação de conta (ContentID) do YouTube e em outras ferramentas usadas pelos donos de direitos de autorais.

No blog, eles explicam também que atualmente mais de mil parceiros globais do site usam o sistema de contas para gerenciar o conteúdo, incluindo grandes estúdios de cinema e gravadoras de música.

Para saber se você pode subir um vídeo maior de 15 minutos, basta clicar no botão Enviar Vídeos no topo da página e conferir se sua conta se qualifica.

Caso deseje tentar subir um vídeo que já tenha sido rejeitado por ser muito longo, entre na seção Meus Vídeos e delete o vídeo antigo antes de tentar subi-lo de novo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Alckmin vai ganhar R$ 18.725 como governador em 2011

Assembleia aprovou reajuste para cargos do Executivo paulista



A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (9) o reajuste para os cargos do Executivo no Estado. Em 2011, o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) vai receber R$ 18.725.

Os deputados também aprovaram o reajuste para o vice-governador e para os secretários do governo. Guilherme Afif Domingos, eleito vice na chapa de Alckmin, vai receber R$ 17.789.

Os secretários de governo vão receber R$ 14.980 de salário, de acordo com o reajuste aprovado hoje 09/12/2010

Mais 17 bilionários dos EUA prometem doar fortunas

Campanha de caridade liderada por Bill Gates já conseguiu adesão de 57 super-ricos


O jovem bilionário Mark Zuckerberg, de 26 anos, um dos fundadores do Facebook, prometeu doar parte de sua fortuna a instituições de caridade

Mais 17 bilionários americanos, inclusive Mark Zuckerberg e Dustin Moskovitz, fundadores do Facebook, prometeram doar pelo menos metade da sua fortuna para uma campanha filantrópica comandada por Warren Buffett e Bill Gates, criador da Microsoft.

Ao todo, 57 bilionários já aderiram à campanha The Giving Pledge, lançada em junho por Gates e Buffet. As novas doações foram divulgadas em nota nesta quarta-feira (8).

A iniciativa propõe que os bilionários doem pelo menos metade da sua fortuna, em vida ou após a morte, e que divulguem uma carta explicando publicamente sua decisão.

A campanha não aceita dinheiro diretamente, nem diz como as pessoas devem fazer a doação, mas orienta os bilionários a assumirem o compromisso moral de ceder parte de suas fortunas à caridade.

Zuckerberg, de 26 anos, um dos bilionários mais jovens do mundo, que em setembro cedeu R$ 170 milhões (US$ 100 milhões) para escolas públicas de Newark, Nova Jersey, disse que não pretende esperar demais para contribuir.

- As pessoas esperam até muito tarde na sua carreira para retribuir. Mas por que esperar quando há tanto a ser feito? Com uma geração de gente mais jovem que prosperou graças ao sucesso das suas empresas, há uma grande oportunidade para muitos de nós retribuirmos mais precocemente nas nossas vidas, e vermos o impacto dos nossos esforços filantrópicos.

A revista Forbes diz que os EUA são o país com maior número de bilionários no mundo - mais de 400.

Em 2006, o investidor Buffet prometeu doar 99% da sua fortuna à Fundação Bill & Melinda Gates e a entidades beneficentes familiares.

Gates e sua mulher já doaram mais de R$ 47 bilhões (US$ 28 bilhões) à fundação que leva seu nome.

Cientistas geram rato a partir de dois machos

Técnica será usada para preservar espécies em extinção e ajudar casais gays a ter filhos


Nova técnica também poderá ser ser usada para gerar esperma de
uma doadora e produzir machos e fêmeas por meio de duas mães

Pesquisadores americanos usaram células-tronco para gerar um rato a partir de dois machos, em uma operação que poderá preservar espécies ameaçadas de extinção, além de ajudar casais homossexuais a ter seus próprios filhos.

Segundo o estudo publicado nesta quarta-feira (9) na revista Biologia da Reprodução, cientistas especializados em reprodução manipularam células-tronco provenientes de um feto macho (XY) de rato para produzir células-tronco pluripotentes induzidas (CPi).

Algumas delas, que foram obtidas dessa forma, perderam naturalmente seu cromossomo Y para se tornar uma célula-tronco do tipo XO. Estes ratos cresceram e puderam cruzar com ratos machos normais, gerando um animal com material genético dos dois.

O estudo foi conduzido por Richard Behringer, do Centro Anderson de Câncer, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores disseram que, com uma variação dessa técnica, "também será possível gerar esperma a partir de uma doadora e produzir machos viáveis e fêmeas por meio de duas mães", apesar do caminho para se aplicar essa técnica em humanos ainda ser longo.

Decepcionados com a Igreja

Muitos são os cristãos abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos.


Movimento de contestação à institucionalização da Igreja cresce, mas líderes apontam essencialidade da comunhão

A Igreja Evangélica brasileira está cansada. E é um cansaço que vem provocando mudanças fortes de paradigmas com relação aos modelos eclesiásticos tradicionais. Ele afeta milhões de pessoas que se cansaram de promessas que não se cumprem, práticas bizarras impostas de cima para baixo, estruturas hierárquicas que julgam imperfeitas ou do mau exemplo e do desamor de líderes ou outros membros de suas congregações. Dessa exaustão brotou um movimento que a cada dia se torna maior e mais visível: o de cristãos que abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos – ou, então, simplesmente rejeitam qualquer estrutura congregacional e passam a viver um relacionamento solitário com Deus. O termo ainda não existe no vernáculo, mas eles bem que poderiam ser chamados de desigrejados.

No cerne desse fenômeno está um sentimento-chave: decepção. Em geral, aqueles que abandonam os formatos tradicionais ou que se exilam da convivência eclesiástica tomam tal decisão movidos por um sentimento de decepção com algo ou alguém. Muitos se protegem atrás da segurança dos computadores, em relacionamentos virtuais com sacerdotes, conselheiros ou simples irmãos na fé que se tornam companheiros de jornada. Há ainda os que se decepcionam com o modelo institucional e o abandonam não por razões pessoais, mas ideológicas. Outros fogem de estruturas hierárquicas que promovam a submissão a autoridades e buscam relações descentralizadas, realizando cultos em casa ou em espaços alternativos.

A percepção de que as decepções estão no coração do problema levou o professor e pastor Paulo Romeiro a escrever Decepcionados com a graça (Mundo Cristão), livro onde avalia algumas causas desse êxodo. Embora tenha usado como objeto de estudo uma denominação específica – a Igreja Internacional da Graça de Deus –, a avaliação abrange um momento delicado de todo o segmento evangélico. Para ele, o epicentro está na forma de agir das igrejas, sobretudo as neopentecostais. “A linguagem dessas igrejas é dirigida pelo marketing, que sabe que cliente satisfeito volta. Por isso, muitas estão regendo suas práticas pelo mercado e buscam satisfazer o cliente”. Romeiro, que é docente de pós-graduação no Programa de Ciências da Religião da Universidade Mackenzie e pastor da Igreja Cristã da Trindade, em São Paulo, observa que essas igrejas não apresentam projetos de longo prazo. “Não se trata da morte, não se fala em escatologia; o negócio é aqui e agora, é o imediatismo”. Segundo o estudioso, a membresia dessas comunidades é, em grande parte, formada por gente desesperada, que busca ajuda rápida para situações urgentes – uma doença, o desemprego, o filho drogado. “O problema é que essa busca gera uma multidão de desiludidos, pessoas que fizeram o sacrifício proposto pela igreja mas viram que nada do prometido lhes aconteceu.”

Se a mentalidade de clientela provocou um efeito colateral severo, a ética de mercado faz com que os fiéis passem a rejeitar vínculos fortes com uma única igreja local, como aponta tese acadêmica elaborada por Ricardo Bitun. Pastor da Igreja Manaim e doutor em sociologia, ele usa um termo para designar esse tipo de religioso: é o mochileiro da fé. “Percebemos pelas nossas pesquisas que muitas igrejas possuem um corpo de fiéis flutuantes. Eles estão sempre de passagem; são errantes, andam de um lugar para outro em busca das melhores opções”, explica. Essa multiplicação das ofertas religiosas teria provocado um esvaziamento do senso de pertencimento, com a formação de laços cada vez mais temporários e frágeis – ao contrário do que normalmente ocorria até um passado recente, quando era comum que as famílias permanecessem ligadas a uma instituição religiosa por gerações.

Para Bitun, a origem desse comportamento é a falta de um compromisso mútuo, tanto do fiel para com a denominação e seus credos quanto dessa denominação para com o fiel. O descompromisso nas relações, um traço de nosso tempo, impede que raízes de compromisso – não só com a igreja, mas também em relação a Deus – sejam firmadas. “Enquanto está numa determinada igreja, o indivíduo atua intensamente; porém, não tendo mais nada que lhes interesse ali, rapidamente se desloca para outra, sem qualquer constrangimento, em busca de uma nova aventura da fé”, constata.

Modelo desgastado – O desprestígio do modelo tradicional de igreja, aquele onde há uma liderança com legitimidade espiritual perante os membros, numa relação hierárquica, já não satisfaz uma parcela cada vez maior de crentes. “As decepções ocorrem tanto por causa de líderes quanto de outros crentes”, aponta o pastor Valdemar Figueiredo Filho, da Igreja Batista Central em Niterói (RJ). Para ele, um fator-chave que provoca a multiplicação dos desigrejados é a frustração em relação a práticas e doutrinas. “Nesses casos, geralmentequem se decepciona é quem se envolve muito, quem participa ativamente da vida em igreja”. Com formação sociológica, o religioso diz que o fenômeno não se restringe à esfera religiosa, já que todo tipo de tradição tem sido questionada pela sociedade. “Há uma tendência ampla de se confrontar as instituições de modo geral”, diz Valdemar, que é autor do livro Liturgia da espiritualidade popular evangélica (Publit).

O jovem Pércio Faria Rios, de 18 anos, parece sintetizar esse tipo de sentimento em sua fala. Criado numa igreja tradicional – ele é descendente de uma linhagem de crentes batistas –, Pércio hoje só freqüenta cultos esporadicamente. “Sinto-me muito melhor do lado de fora”, admite. “Estou cansado da igreja e da religião”. A exemplo da maioria das pessoas que pensam como ele, o rapaz não abriu mão da fé em Jesus – apenas não quer estar ligado ao que chama de “igreja com i minúsculo”, a institucional, que considera morta. “Reconheço o senhorio de Cristo sobre a minha vida e sou dependente da sua graça”, afirma. E qual seria a Igreja com i maiúsculo, em sua opinião? “O Corpo de Cristo, que continua viva, e bem viva, no coração de cada cristão.”

Boa parte dos desigrejados encontra no território livre da internet o espaço ideal para exposição de seus pontos de vista. É o caso de uma mulher de 42 anos que vive em Cotia (SP) e assina suas mensagens e posts com o inusitado pseudônimo de Loba Muito Cruel. À reportagem de CRISTIANISMO HOJE, ela garante que é uma ovelha de Jesus, mas conta que durante muito tempo foi incompreendida e rejeitada pela igreja. “Desde os nove anos, estive dentro de uma denominação cheia de dogmas e regras rígidas, acusadora e extremamente castradora”. Na juventude, afastou-se do Evangelho, mas o pior, diz ela, veio depois. “Retornei ao convívio dos irmãos tatuada e cheia de vícios, e ao invés de ser acolhida, não senti receptividade alguma por parte da igreja, o que acabou me afastando mais ainda dela. Percebi o quanto os crentes discriminam as pessoas”, queixa-se.

Loba conta que, a partir dali, começou uma peregrinação por várias igrejas. Não sentiu-se bem em nenhuma. “Percebi que nenhum dos líderes vivia o que pregava. Isso foi um balde de água fria na minha fé”, relata. Hoje, ela prefere uma expressão de fé mais informal, e considera possível tanto a vida cristã como o engajamento no Reino de Deus fora da igreja – “Desde que haja comunhão com outros irmãos de fé, que se reúnam em oração e para compartilhar a Palavra, evangelizar e atuar na comunidade”, enumera.

Igreja virtual – Gente comoPércio e Loba compartilham algo em comum, além da busca por uma espiritualidade em moldes heterodoxos: são ativos no ambiente virtual, seja por meio de blogs ou através de ferramentas como o twitter e outras redes sociais. É cada vez maior a afluência de pessoas das mais diversas origens denominacionais à internet, em busca de comunhão, instrução e edificação. O pastor Leonardo Gonçalves lidera a Iglesia Bautista Misionera em Piura, no Peru. Mestre em teologia, edita o blog Púlpito cristão. “Quando comecei esse trabalho, passei a conhecer muitas pessoas que estavam insatisfeitas com os rumos que o evangelicalismo brasileiro estava tomando”, revela. “Neste processo, alguns começaram a ver o blog como uma alternativa à Igreja, ou até mesmo como uma igreja virtual”. Leonardo lida com esse tipo de público diariamente no blog. “Geralmente, são pessoas extremamente ressentidas. Consideram-se vítimas de líderes abusivos e autoritários e relatam que tiveram sua autonomia violada e a identidade quase banida em nome de uma mentalidade de rebanho que não refletia os ideais de Cristo.”

Outro que considera natural essa migração em busca de uma comunhão cristã que prescinde da igreja tradicional é o marqueteiro e teólogo presbiteriano Danilo Fernandes, editor do blog e da newsletter Genizah Virtual. Voltado à apologética, seu trabalho tem causado polêmicas e enfrentado resistências, inclusive de líderes eclesiásticos. “Pessoas cansadas de suas igrejas estão buscando pregadores com boas palavras, o que as leva à internet”. Para ele, buscar comunhão virtual em chats e outras mídias sociais é uma tendência. “A massa está desconfiada por traumas do passado; é gente machucada, marcada, ferida, gente que viu seus ídolos caírem”, conclui. Ele mesmo tem atendido diversas pessoas que o procuram para desabafar ou pedir conselhos.

Um resultado dessa busca por comunhão no ambiente virtual é o surgimento de grupos como o Clube das Mulheres Autênticas (CMA). Nascido de uma brincadeira entre mulheres cristãs que se conhecem apenas virtualmente, o grupo tem como lema “Liberdade de ser quem realmente se é”. A bacharel em direito Roberta Oliveira Lima, de 31 anos, é uma das integrantes. Ex-membro da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), ela afastou-se de muitas das práticas ensinadas no modelo congregacional e se diz em busca de uma igreja “sem excessos”. Ela se define como “uma pessoa desigrejada, mas não desviada dos princípios do Evangelho”. Segundo Roberta, o CMA supre carências que a igreja local já não preenchia mais. “Nosso espaço tem sido um local de refúgio, acolhimento e alegrias”, relata.

Ela garante que, até o momento, o grupo não sentiu falta de uma figura sacerdotal. “Aquilo que nos propomos a buscar não requer tal figura”, alega. “Pelo contrário, temos entre nós alguns feridos da religião e abusados por figuras sacerdotais clássicas. O nosso objetivo maior é compartilhar a vida e o Evangelho que permeia todos os centímetros de nossa existência”, descreve, ressaltando que, para isso, não é necessário adotar uma postura proselitista. “Mas nosso objetivo jamais será o de substituir a igreja local”, enfatiza.

“Galho seco” – “Falta de acolhimento pela comunidade, o desgaste provocado pelo estilo centralizador e carismático de liderança e frustração com as ênfases doutrinárias contribuem para esse fenômeno”, concorda o pastor Alderi Matos, professor de teologia histórica no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em São Paulo. Mas ele destaca outro fator que empurra as pessoas pela porta de saída dos templos: “É quando uma igreja e seus líderes se envolvem em escândalos morais e outros”.

A paraibana C., de 37 anos, é um exemplo de gente que fez esse penoso percurso. Ela relata uma história de abusos e falta de princípios bíblicos na congregação presbiteriana de que foi membro por mais de quinze anos, culminando com um caso de violência doméstica de que foi vítima – sendo que o agressor, seu marido, era pastor. “Havia perdido completamente a alegria de viver, ao me deparar com uma realidade bem distante daquela que o Evangelho propõe como projeto para a vida”. C. fala que conviveu em um ambiente religioso adoecido pela ausência do amor de Cristo entre as pessoas: “Contendas sem fim, maledicência impiedosa e muitos litígios entre pessoas que se diziam irmãs”.

Este ano, C. pediu o divórcio do marido e tem frequentado um grupo alternativo de cristãos. “Rompi com a religião. Hoje, liberta disso, tudo o que eu desejo é Jesus, é viver em leveza e simplicidade a alegria das boas novas do Evangelho”. Ela explica que, nesse grupo, encontrou pessoas que vivenciaram experiências igualmente traumáticas com a religião e chegaram com muitas dores de alma, precisando ser acolhidas e amadas. “Temos nos ajudado e temos sido restaurados pouco a pouco. No âmbito do grupo, um ambiente de confiança foi formado, de modo que compartilhar é algo que acontece naturalmente e com segurança.”

“As pessoas anseiam por ver integridade na liderança. Quando o discurso não casa com a prática, o indivíduo reconhece a hipocrisia e se afasta”, avalia o bispo primaz da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida (ICNV), Walter McAlister. Para ele, se os modelos falidos de igrejas que não buscam o senso de comunhão e discipulado – como os que denuncia em seu livro O fim de uma era (Anno Domini) – não mudarem, o êxodo dos decepcionados vai aumentar. Apesar de compreender os motivos que levam as pessoas a abandonarem a experiência congregacional, o bispo é enfático: “Nossa identidade cristã depende da coletividade e, portanto, de um compromisso com uma família de fé. Sem isso, a pessoa não cresce nas virtudes cristãs e deixa de viver verdadeiramente a sua fé. Como um galho solto, seca e morre”.

“O fenômeno dos desigrejados é péssimo. Somos um corpo, nunca vi orelhas andando sozinhas por ai”, diz Paulo Romeiro. O pastor Alderi, que também é historiador, recorre à tradição cristã para defender a importância da igreja na vida cristã. “Da maneira como a fé cristã é descrita no Novo Testamento, ela apresenta uma feição essencialmente coletiva, comunitária. A lealdade denominacional é importante para os indivíduos e para as igrejas. Quem não tem laços firmes com um grupo de irmãos provavelmente também terá a mesma dificuldade em relação a Deus”, sentencia.

Sinais do Reino – Dentro dessa linha de pensamento, é possível até mesmo encontrar quem fez uma jornada às avessas, ou seja, da informalidade religiosa para o pertencimento denominacional. Responsável pelo blog Lion of Zion, Marco Antonio da Silva, de 31 anos, é membro da Comunidade da Aliança, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil, em Recife (PE). Ele afirma que redescobriu sua fé na igreja institucional. “Para alguns militantes virtuais mais radicais, isso seria uma heresia, mas tenho uma família com necessidades que uma igreja local pode suprir – e a congregação da qual faço parte supre essa lacuna muito bem”, afirma.

“Existe desgaste, autoritarismo e inoperância em todos os lugares onde o homem está”, reconhece o pastor e missionário Nelson Bomilcar. Ele prepara um livro sobre o tema, baseado nas próprias observações do segmento evangélico a partir de suas andanças pelo país. “Podemos ficar cansados e desencorajados, mas temos que perseverar e continuar amando e servindo a Igreja pela qual Jesus morreu e ressuscitou”. Como músico e integrante do Instituto Ser Adorador, Bomilcar constantemente percorre congregações das mais variadas confissões denominacionais – além de ser ligado a seis igrejas locais, ele congrega na Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo. “Continuo acreditando na Igreja do Senhor. Estou na Igreja porque fui colocado nela pelo Espírito Santo. É possível viver o Evangelho na comunidade, apesar de todas as suas ambiguidades, para balizarmos aqui e ali sinais do Reino de Deus. Tenho sido testemunha disso”.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dez marcas de panetone têm peso menor que o anunciado na venda

Teste analisou 60 fornecedores e a multa pelo desrespeito ao consumidor chegará a R$ 50 mil


Em alguns panetones, havia infrações em quantidades significativas, como falta de 98 gramas em um produto que informava ter 700 gramas

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de São Paulo reprovou dez marcas de panetones, entre 60 fiscalizadas, após constatar que algumas das unidades traziam peso inferior ao informado na caixa. A fiscalização ocorreu em diferentes cidades do Estado entre ontem e anteontem. Trata-se de uma parte das várias irregularidades encontradas em itens natalinos. No total, 37 de 200 lotes de produtos tinham problemas, ou 18,5%.

Em alguns panetones, havia infrações em quantidades significativas, como falta de 98 gramas em um produto que informava ter 700 gramas. O consumidor que levou produto semelhante pagou 14% a mais pela quantidade levada. No caso de um minipanetone com gotas de chocolate da rede Bimbo, o peso real era 5,2 gramas menor do que os 80 gramas informados na embalagem.

O Ipem encontrou ainda problemas em produtos vendidos e fabricados por minimercados ou padarias de Bauru, Campinas e São José do Rio Preto. A multa pela irregularidade pode variar de R$ 100 a R$ 50 mil. Em caso de reincidência, o valor dobra. As empresas têm dez dias para apresentar defesa ao Ipem.

As fabricantes disseram, de forma geral, que seguem a legislação e investigam o ocorrido, ou que já tomaram providências para evitar que erros pontuais aconteçam novamente. A Bimbo afirma que não foi notificada do resultado da fiscalização e segue as regras de pesos e medidas.

Para o Ipem, os erros demonstram falta de cuidado com o consumidor. "O índice significativo de problemas que encontramos mostra um desrespeito em relação ao consumidor, que acaba muitas vezes pagando mais do que deveria", diz o superintendente do Ipem, Fabiano Marques de Paula. As informações são do jornal. (O Estado de S. Paulo).

'Tropa 2' se torna o nacional mais visto

Filme bateu a marca de 'Dona Flor e seus dois maridos', de 1976. Em sua 9º semana de exibição, longa teve 10.736.995 de espectadores.


Em cartaz desde agosto deste ano, 'Tropa 2' se mantém nos cinemas com 331 cópias

"Tropa de elite 2", de José Padilha, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, com 10.736.995 de espectadores em nove semanas de exibição. A informação foi divulgada pela assessoria do filme nesta quarta-feira (8) e confirmada pelo instituto Filme B.

O longa ultrapassou o antigo campeão, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976), em 1.470 ingressos vendidos. "Dona Flor" foi visto por 10.735.525 de pessoas.

Em cartaz desde outubro deste ano, "Tropa 2" se mantém nos cinemas com 331 cópias.

Em novembro, o filme de Padilha atingiu a marca dos 10 milhões de espectadores e sagrou-se o mais visto de 2010 no Brasil, entre longas nacionais e internacionais.

Continuação do longa de 2007, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, "Tropa de elite 2" mostra seu protagonista, o policial do Bope Nascimento (Wagner Moura), combatendo novos inimigos: políticos corruptos e as milícias que agem nas favelas cariocas.

A segunda parte do longa dá um salto de 15 anos em relação à trama original e traz o ex-capitão do Bope, promovido a subsecretário da Segurança Pública, também em confronto com um ativista dos direitos humanos, vivido pelo ator Irandhir Santos.

"Tropa 2" foi lançado sob forte esquema antipirataria, que incluiu instruções do Bope segundo o diretor José Padilha. Além de não ter produzido cópias digitais, somente película, a sessão première no Teatro Municipal de Paulínia, no interior paulista, incluía revista em bolsas com apreensão de câmeras e celulares de convidados, além e portas com detectores de metais na sala de exibição.

Segundo o diretor, tanta precaução se referia ao "trauma" sofrido em 2007, quando o filme foi pirateado e se tornado fenômeno nos camelôs. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido a um DVD pirata do filme antes de sua estreia. (As informações são do G1).

G.Barbosa compra as três maiores lojas da rede J.Santos de Feira de Santana

Após meses de negociação, foi decidido que na próxima quarta-feira (dia 15), serão entregues as lojas da João Durval Carneiro e o hiper da José Falcão, e no dia 30, é a vez do supermercado da Getúlio Vargas. Mesmo com a venda das principais lojas da cidade, o grupo J.Santos vai continuar atuando em Feira e região


G.Barbosa tem origem sergipana, mas atualmente pertence ao grupo chileno Cencosud

Após 33 anos em Feira de Santana e região, as três maiores lojas da rede J.Santos, de Feira de Santana, serão compradas pela rede de supermercados G.Barbosa, presidida nacionalmente pelo feirense Sílvio Pedra. Depois de meses de negociação, foi decidido que na próxima quarta-feira (dia 15), serão entregues as lojas da João Durval Carneiro e o hiper da José Falcão, e no dia 30, é a vez do supermercado da Getúlio Vargas.

O diretor presidente do J.Santos, Jônatas Emanuel, contou que fazia algum tempo que a rede concorrente (que tem origem sergipana mas atualmente pertence ao grupo chileno Cencosud) tinha interesse na compra.

“São anos de luta, de trabalho, que a gente acaba cansando. A globalização é isso: são os grandes engolindo os pequenos. O mercado será dominado pelos grandes em cada ramo”, disse Jônatas, que preferiu não revelar o valor da negociação.

Segundo ele, mesmo com a venda das principais lojas da cidade, o grupo J.Santos vai continuar atuando em Feira e região. “O J.Santos vai permanecer com três lojas como empresa normal e mais três lojas chamadas pequenas empresas, são lojas de bairro. Ainda vamos continuar com a loja de São Gonçalo”, conta Jônatas.

A intenção do grupo é continuar funcionando na JJ Seabra, na Avenida Froes da Mota (Contorno), e construir, nos próximos meses, uma loja no bairro Santa Mônica. “Estaremos, também, com mais três lojas: no Sobradinho, Jardim Cruzeiro e na Cidade Nova”, conta.

Funcionários - De acordo com o diretor presidente, foi feito um acordo entre as empresas que garante a de recontratação dos funcionários demitidos. “A demissão é em torno de 70 funcionários. Nós vamos continuar com 90 funcionários em nosso quadro”, afirma. (Com informações são do repórter Paulo José, do programa Acorda Cidade)