quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Estudo mostra que sesta rápida pode ajudar a fixar lembranças

Cientistas alemães publicaram descoberta na "Nature Neuroscience".
Estudos anteriores já mostravam influência do sono na memorização.


O melhor meio de não esquecer uma poesia ou um teorema que uma pessoa acaba de aprender, pode ser o simples ato de fazer a sesta, consideram cientistas alemães, surpreendidos com a descoberta. As experiências foram publicadas na revista "Nature Neuroscience", mostram que o cérebro resiste melhor durante o sono a tudo o que pode misturar ou alterar uma lembrança recente.

Estudos precedentes já haviam provado que a memória recente, estocada temporariamente numa região do cérebro chamada hipocampo, não se fixa imediatamente. Também é conhecido o efeito da reativação das lembranças, pouco tempo após serem adquiridas, que desempenha um papel determinante em sua transferência para a zona de estocagem permanente, o neocórtex, espécie de "disco rígido" do cérebro.

Mas aprender um segundo poema no intervalo pode tornar mais difícil a lembrança do primeiro na memória longa. Partindo do princípio que o sono não tem nenhuma influência neste processo, Bjorn Rasch e seus colegas da Universidade de Lübeck, na Alemanha, quiseram fazer uma experiência.

Pediram então a 24 voluntários que memorizassem 15 pares de cartas com imagens de animais e objetos comuns. Quarenta minutos mais tarde, a metade dos que foram mantidos despertados, precisaram memorizar uma outra série de cartas levemente diferentes.

A outra metade, os doze outros voluntários, tiveram o direito de fazer uma curta sesta antes de memorizar a segunda série de cartas. Os dois grupos foram testados em seguida sobre sua capacidade de se lembrar da primeira série.

Para grande surpresa dos cientistas, os que dormiram um pouco tiveram um desempenho melhor, lembrando-se, em média, de 85% das cartas, contra 60% entre os que foram mantidos acordados.

"Pensamos que a razão deste resultado inesperado é que a transferência das lembranças entre o hipocampo e o neocórtex havia começado já nos primeiros minutos de sono", explicou Susanne Diekelmann, responsável pelo estudo.

Após um sono de apenas 40 minutos, uma quantidade importante de lembranças já havia sido "telecarregada" numa zona do cérebro na qual "não podiam mais ser misturadas por novas informações tratadas no hipocampo", explicou ela.

Segundo Diekelmann, o efeito benéfico das sestas na consolidação da memória poderia ter implicações interessantes para as atividades de aprendizagem intensiva, como a de línguas estrangeiras.

O processo poderia também beneficiar as vítimas da síndrome de estresse pós-traumático, uma doença que atinge as pessoas que viveram situações extremas - acidente grave, atentado, agressão -, ajudando-as a reconfigurar suas lembranças.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cientistas voltam atrás e reconhecem que Tiranossauro Rex foi máquina mortífera

Paleontólogos reabilitaram imagem de predador do famoso dinossauro


Até agora, o T-Rex era visto como um comedor de
carniça, mas cientistas reabilitaram sua fama de mau

Paleontólogos voltaram atrás nesta terça-feira (25) em um acalorado debate sobre a natureza do Tiranossauro Rex (ou T-Rex, como também é conhecido), que de temido predador foi transformado em um comedor de carniça, reabilitando a imagem do famoso caçador da pré-história.

Por mais de um século depois de sua descoberta, muitos cientistas têm descrito rotineiramente o T-Rex como o rei das máquinas mortíferas, com seis toneladas de dentes, músculos e força, projetado para derrubar e destroçar dinossauros muitas vezes maiores do que ele.

Mas ao longo da última década, uma nova escola pintou um novo retrato, menos elogioso, da espécie. Segundo essa teoria, o T-Rex seria apenas um lagarto oportunista, atrapalhado e lento demais para conseguir caçar sozinho. Por esse motivo, ele simplesmente roubaria a refeição depois que predadores mais astutos tivessem feito o trabalho sujo. Em outras palavras, seria mais como uma hiena do que como um leão.

Polêmica começou em 2003

O primeiro ataque às credenciais predatórias do dinossauro carnívoro veio à tona em 2003, quando o especialista americano Jack Horner concluiu que os braços sem garras do T-Rex, os olhos pequenos e as patas pouco ágeis demonstrariam que ele seria "100% carniceiro".

Em 2007, o cientista John Hutchinson da Escola Real de Veterinária, da Grã-Bretanha, desferiu outro golpe na reputação do tiranossauro, ao demostrar que o "desajeitado" dinossauro precisaria de mais de dois segundos para dar uma volta de 45 graus, facilitando a fuga da presa.

Estudo mostra que dino tinha características de caçador

Mas um novo estudo, publicado na revista Royal Society B: Biological Sciences, pode reequilibrar a balança a favor do famoso dinossauro. O cientista Chris Carbone, da Sociedade Zoológica de Londres, e seus colegas dizem que alguns dos traços analisados que levantaram dúvidas sobre a perícia predatória do tiranossauro estão cheios de ambiguidades.

Segundo eles, o olfato apurado, presumido pelos bulbos olfativos aumentados, que é um traço comum entre carniceiros, como os urubus, também pode ajudar um caçador. Eles argumentam também que os olhos do dinossauro não são tão pequenos quanto se pensa e sua visão binocular, juntamente com sua mordida esmagadora e dentes resistentes a impactos, seriam bem adaptados para a caça.

Mas o argumento mais convincente de Carbone não tem nada a ver com os traços físicos do terópode gigante.

"Fizemos uma abordagem ambiental, estabelecendo uma lista completa de todas as espécies na área", explicou o cientista por telefone. "O que é novo é que tiramos conclusões sobre a abundância a partir do tamanho dos animais" no Cretáceo tardio, afirmou, em alusão ao período compreendido entre 85 e 65 milhões de anos atrás, quando o T-Rex reinou absoluto.

Com base em registros fósseis e estudos da distribuição da fauna nas planícies do Serengeti, no leste da África, hoje, Carbone calculou que o ecossistema na época teria sido enormemente habitado por dinossauros menores.

Entre os carnívoros, 80% pesariam cerca de 20 kg, e o T-Rex responderia por 0,1% da população. Entre os herbívoros, geralmente mais pesados, cerca da metade pesava cerca de 75 kg.

Chances de T-Rex se alimentar de carniça são quase nulas

Os cientistas calcularam o perímetro onde o T-Rex poderia se deslocar diariamente, quantos dinossauros mortos de tamanhos diferentes encontraram pelo caminho e outro tipo de alimento que pudesse ser detectado.

"Em vista da distribuição de carcaças e da competição potencial com outros dinossauros carnívoros, é extremamente improvável que um Tiranossauro Rex adulto pudesse se alimentar no longo prazo de carniça como estratégia de alimentação sustentável", concluiu o estudo.

Segundo Carbone, cães selvagens e hienas - similares em tamanho e relativamente abundantes tanto quanto dinossauros menores do Cretáceo tardio - "são capazes de reduzir uma carcaça de 70 kg a pedaços de pele e ossos rapidamente, certamente em menos de uma hora".

De acordo com o cientista, um carniceiro lento teria um desempenho muito pior e sofreria as consequências disso.

Brasileiro é cônjuge de primeira união civil gay reconhecida na Irlanda

Administrador Adriano Vilar casou com irlandês na vizinha Irlanda do Norte.
Com nova lei, união passou a ser reconhecida na Irlanda em 1 ºde janeiro.

Há mais de dois anos na Irlanda, o administrador de empresas brasileiro Adriano Vilar ficou surpreso ao saber, em 13 de janeiro, que ele e o marido, o irlandês Glenn Cunningham, eram o primeiro casal gay a ter seus direitos reconhecidos pelo país.

Casados desde o ano passado na vizinha Irlanda do Norte, os dois foram ao Serviço de Imigração e Naturalização da Irlanda para tentar trocar o visto de estudante de Vilar por um de residente. Coincidentemente, era o primeiro dia em que casais gays poderiam oficializar suas uniões.

“Quando chegamos, os funcionários não sabiam o que fazer. Chamaram outro funcionário, que disse: 'Parabéns, vocês são o primeiro casal do mesmo sexo a nos procurar!' Foi uma surpresa”, contou o brasileiro por telefone ao G1, de Dublin. O caso foi noticiado por jornais locais, como o "Irish Times".

Foto do casamento de Glenn Cunningham e Adriano Vilar.

Ratificada em julho de 2010 pela presidente irlandesa, Mary McAleese, a nova lei de Relações Civis, que entrou em vigor no dia 1º, concede pela primeira vez no país o reconhecimento legal de fato aos casais de mesmo sexo.

Até então, muitos casais homossexuais recorriam à Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, para oficializarem suas uniões.

Foi o caso de Adriano e Glenn, que se casaram em 13 de agosto de 2010 no país vizinho. Juntos desde 2008, os dois se conheceram quanto Adriano chegou à Irlanda para estudar inglês.

“Vim com coração partido, tinha acabado um relacionamento de seis anos”, conta Adriano, que trabalha na mesma empresa que o marido.

Com a oficialização da união civil no país, os casais do mesmo sexo passam a ter os mesmo direitos de casais heterossexuais, em questões de propriedade imobiliária, bem-estar social, direitos de sucessão, previdência e impostos.

“Tenho toda liberdade que um irlandês tem. Inclusive posso trabalhar na minha área, já que sou formado em administração com ênfase em comercio exterior”, comemora Adriano.

No Brasil, cuja lei não reconhece casais do mesmo sexo, a união não teria efeito legal. “Nossa meta é morar em definitivo aqui. Não temos previsão de morar no Brasil, até porque meu marido tem uma filha de 5 anos. “

Símbolo destas novas uniões, a filha de Glenn Cunningham é fruto de uma inseminação artificial feita por ele e uma amiga lésbica, que tinha o desejo de ser mãe.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Crucifixo chama a atenção de condutores na Av. Paralela

Além da proposta do monumento, que deve ficar na Paralela até o final de março, o Detran-Ba está realizando durante todos os finais de semana, comandos educativos em vários pontos da capital, sempre das 9 às 14h30


Quem passou pela Avenida Paralela na manhã de ontem (22), não deixou de admirar o monumento de carros resgatados de acidentes de trânsito empilhados formando uma cruz. O “Crucifixo Automobilístico”, criado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-Ba) em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau tem 17 metros de altura e chamou a atenção de todos que passavam pelo local.

De acordo com a diretora da Escola Pública de Trânsito (Eptran), Ana Cristina Regueira, o objetivo do Lançamento da Operação Verão 2011 do Detran-Ba foi alcançado. “Pretendemos com esse crucifixo alertar a população sobre as suas atitudes no trânsito, principalmente os riscos de se dirigir em alta velocidade e acabar provocando acidentes com vítimas fatais. Acredito que conseguimos. Escolhemos a Paralela por ser um local de grande movimento e por apresentar um número expressivo de acidentes”, pontuou.

Também participaram da ação, o coordenador de Segurança e Educação para o Trânsito (CS), Pedro Cardoso, que definiu o público-alvo da campanha - jovens com idade entre 18 e 25 anos; o presidente da Fenasdetran, Mário Conceição; e representantes da Maurício de Nassau, como o presidente do grupo educacional da faculdade parceira, Jânio Diniz; os diretores Orlando Veiga e Heliete Rosa; e professores.

As autoridades presentes ainda informaram que pretendem instalar no alto do crucifixo, um painel que deverá ser chamado de “Acidentômetro”, que terá por finalidade contabilizar em tempo real o número de acidentes na capital, como forma de alertar a população sobre as formas de prevenção e responsabilidade nas vias da cidade que hoje possui cerca de 730 mil veículos em circulação.

Além da proposta do monumento, que deve ficar na Paralela até o final de março, o Detran-Ba está realizando durante todos os finais de semana, comandos educativos em vários pontos da capital, sempre das 9 às 14h30. Aos sábados, a equipe da CS estará nas imediações do Shopping Barra, Shopping Salvador, Shopping Piedade, Semáforo do Shopping Iguatemi e Hiper Bompreço do Iguatemi. Aos domingos, no Cristo da Avenida Oceânica e Campo Grande.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Evaldo Braga Sua História

Evaldo Braga Sua História.


O cantor e compositor Evaldo Braga viveu apenas 25 anos, pois sua estada nesse planeta foi interrompida bruscamente num acidente na noite de 31 de janeiro de 1973, na antiga rodovia BR 3 – Rio – Belo Horizonte, numa mortífera batida do automóvel em que viajava contra um caminhão.
No quarto de século em que viveu, o cantor percorreu uma trajetória bastante peculiar, marcada pela tragédia pessoal e pela aclamação popular. Conviveu de forma intensa com a tristeza e a alegria, a sarjeta e a glória, tudo percorrido na velocidade de um cometa.
Evaldo passou a infância no antigo SAM – Serviço de Amparo ao Menor, depois de ter sido encontrado numa lata de lixo, abandonado que fora por sua mãe, ao que consta uma prostituta, logo ao nascer. Cresceu com essa marca e muito sofreu ao saber de sua história, procurando uma maneira de superá-la através do trabalho, da arte e por fim, da bebida.
Passados os dias de infância no SAM, o jovem negro, assim como tantos outros lá internados naqueles tempos, saiu a procurar uma maneira de ganhar a vida, e também como tantos outros jovens negros como ele pelas cidades brasileiras, passou a trabalhar como engraxate.
Passava os dias engraxando sapatos na Rua Mayrink Veiga, perto da famosa Praça Mauá, rua onde ficava a não menos famosa Rádio Mayrink Veiga e ali acabou por fazer contato com os artistas daquela Rádio e pouco a pouco foi acalentando o desejo de se tornar cantor.
Foi quando conheceu o produtor e compositor Osmar Navarro, que gostou de sua voz e da maneira dele pronunciar bem cada palavra e o apresentou ao produtor Jairo Pires da gravadora Polydor, que andava procurando um cantor que fizesse frente à Nilton César contratado de outra gravadora.
Evaldo Braga lançou seu primeiro disco em 1971, e logo se tornou um sucesso com a música “A cruz que carrego”, de autoria de Isaías Souza, com uma carga dramática e autobiográfica incrível em versos como “Sinto a cruz que carrego bastante pesada, já não existe esperança no amor que morreu/a solidão e amargura/sempre me marcaram” que imediatamente podem ser remetidos a todo seu drama. O fato é que essa composição caiu logo no gosto popular e mesmo que a crítica especializada da época não desse muita importância a ele, nem ao menos se dando ao trabalho de avaliar seus dotes vocais e muito menos querendo travar qualquer contato com as músicas que cantava, seu sucesso aumentou, e em 1972, ele lançou “O ídolo negro – volume 2”
Esse seu segundo LP que contou com os arranjos dos maestros Waltel Branco e Perucci apresentou novamente uma ambigüidade temática que tanto podia levar a ilações quanto a um relacionamento amoroso desfeito, logicamente a interpretação mais imediata, como remeter também a sua biografia e ao abandono sofrido na infância.
O maior exemplo disso é “Eu não sou lixo”, parceria sua com Pantera, e que remete diretamente ao seu drama a começar pelo título e por versos como “Eu não sou lixo pra você querer me enrolar/Eu não sou lixo pra você fora jogar meu bem”, que imediatamente podem ser associados ao que a mãe fez com ele. Outras composições desse disco também podem ser utilizadas como uma autobiografia musical senão em suas totalidades, pelo menos em títulos ou frases.
É esse o caso de “Esconda o pranto num sorriso”, de Jacy Inspiração e Marcos Lourenço que diz “Vou pela rua desta vida/E já nem sei/pra onde vou/pra ponde vou/Talvez na curva do destino/Alguém me dê o que você negou”. Ou então de “Não vou chorar”, de sua autoria e Hailton Ferreira que diz: “Pouco me importa que tu voltes novamente/Faz tanto tempo que até me acostumei/Sem teu carinho”, ou então “Tudo fizeram pra me derrotar”, de sua autoria e Izaias Souza, na qual ele canta: “Tudo fizeram pra me derrotar/Não conseguiram ao menos lembrar/Que sem parentes e sem um amor minha sorte vou chorar/Eu já não faço questão de viver/Sem seu amor faço apenas morrer/ (..) Eu sei tudo isso é passado mas nem magoado eu te esqueceria”.
Essas músicas, embora aparentemente remetam a paixão a uma mulher cujo amor se perdeu, lembram imediatamente também o abandono sofrido na infância pelo cantor, cujo trauma nem mesmo o sucesso no mundo artístico, uma verdadeira façanha para alguém com sua história de vida, foi capaz de apagar.
Evaldo Braga faleceu com apenas dois discos gravados. Um terceiro foi lançado no ano de sua morte, mas era na realidade, uma coletânea. Trinta e cinco anos depois de seu falecimento, a música popular brasileira passou por transformações avassaladoras, algumas das quais já se processavam quando de sua morte. Com isso teria ele caído no esquecimento? Não, pelo contrário, seu mito manteve-se vivo na memória popular mesmo que nenhuma estação de televisão se dê ao trabalho de apresentar qualquer especial sobre sua vida e carreira. Em condições normais, ele teria caído no famoso “limbo do esquecimento”, mas, no entanto, mesmo depois de 38 anos, seu túmulo é visitado por romarias de fãs no dia de finados, seus discos continuam a ser adquiridos e podem ser encontrados com facilidade nos locais que cultuam a chamada música brega.
Em levantamento recente feito no site dicionariompb.com.br chegou-se a conclusão que seu nome era o mais pesquisado entre todos os quase sete mil verbetes ali catalogados.
Como explicar esse fenômeno de um artista que a crítica esqueceu como apenas mais um representante da música brega, que para muitos cultores da chamada MPB com letras maiúsculas e garrafais, nem ao menos mereceria uma nota de roda-pé? Talvez essa explicação ou busca de compreensão não passe apenas pela análise formal de suas gravações, seja daquelas músicas compostas por ele ou daquelas que outros para ele compuseram, mesmo que elas falem muito, por um lado, dele mesmo, numa talvez involuntária autobiografia musical, ou sirvam como trilha sonoro de amores baratos e desfeitos na permanente solidão das cidades. Por mais que se buscasse dissecá-las musicalmente nota por nota, ainda assim, haveria quem lhes negasse maior valor exatamente pelo que elas têm de mais valoroso, o gosto e a dicção popular, que muitos até por preconceito logo identificam com som de cabarés. Embora seja certo que o que parece um insulto é na verdade a constatação do quanto as músicas por ele compostas ou gravadas estão entranhadas na musicalidade e na alma popular, e tocam sim nos cabarés onde o amor custa pouco (ou muito dependendo do ponto de vista) e a humanidade exercita de forma explicita suas emoções da maneira mais exacerbada possível.
E não é isso exatamente o que a música braga-romântica faz? Exacerba os sentimentos e lhes dá uma vestimenta que condiz com a alma desbragada de nosso povo, por mais que dizer isso possa parecer tatear no espaço vazio. O fato é que esse derramamento que os intelectuais e membros da elite execram, o povo abraça, e o mais é motivo de discussão, mas que não pode levar a conclusões definitivas sobre o melhor e o pior.
Seja como for, 38 anos depois de sua morte, Evaldo Braga é mais e mais um enigma como pessoa, como artista e como representante artístico dessa face dita bastarda da música popular, execrada e desqualificada pela maioria dos críticos, que é a música brega.
No entanto, a questão aqui não é exatamente discutir o lugar da música brega na música popular brasileira, mas sim, chamar a atenção para o “Ídolo negro”, Evaldo Braga, mesmo sem chegar a conclusões sobre ele e seu sucesso, mas muito mais para homenageá-lo e lançar um pouco de luz sobre esse raro cantor negro cuja carreira, que tinha tudo para ser das mais brilhantes da música popular, foi bruscamente cortada por um golpe da sorte numa curva qualquer de uma estrada brasileira.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

STJ: Google não é responsável por material publicado no Orkut

Mulher processou empresa por causa de ofensas em site de relacionamento

Os ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negaram o pedido de indenização por danos morais de mulher que processou o Google Brasil Internet Ltda. por causa de material ofensivo publicado no site de relacionamento Orkut com o nome da autora. Em primeira instância, a mulher obteve antecipação de tutela para determinar a exclusão de todo o material.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) isentou o Google do pagamento da indenização por entender que a fiscalização pretendida pela autora, na prática, implica exame de todo o material que transita pelo site. Para a Justiça, a tarefa não pode ser exigida de um provedor de serviço de hospedagem, "já que a verificação do conteúdo das veiculações implicaria restrição da livre manifestação do pensamento".

Contra essa decisão, a acusação entrou com recurso especial ao STJ alegando que o compromisso de exigir a identificação dos usuários não foi honrado e por isso negligência na prestação do serviço.

Para a relatora, ministra Nancy Andrighi, o Orkut exige que o usuário realize um cadastro e concorde com as condições de prestação do serviço, mas ela destacou que seria impossível delimitar os parâmetros para definir se uma mensagem ou imagem é potencialmente ofensiva.

Em sua decisão, a magistrada disse que "os provedores de conteúdo não respondem objetivamente pela inserção no site, por terceiros, de informações ilegais e que eles não podem ser obrigados a exercer um controle prévio do conteúdo das informações postadas no site por seus usuários".

Como o Google adotou as medidas que estavam ao seu alcance visando à identificação do responsável pela inclusão no Orkut dos dados agressivos à moral da recorrente, os ministros da Terceira Turma, em decisão unânime, seguiram o voto da relatora, negando provimento ao recurso.

TV divulga mensagem atribuída a Bin Laden com ameaças à França

Al Jazeera divulgou áudio atribuído ao líder da rede terrorista da al-Qaeda.
Ele afirma que os franceses vão pagar por sua atuação no Afeganistão.

Imagem divulgada pelo grupo SITE mostra imagem de vídeo atribuído a Osama bin Laden em outubro de 2010.

A rede de TV Al Jazeera divulgou nesta sexta-feira (21) uma mensagem atribuída ao líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, em que ele condiciona a soltura de reféns franceses no Níger à saída de tropas francesas de páises muçulmanos.

Ele também disse que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, vai "pagar caro" por sua atuação no Afeganistão e em outros locais.

Sete estrangeiros, cinco deles franceses, foram sequestrados no Níger em setembro do ano passado. O braço norte-africano da rede terrorista assumiu a responsabilidade.

"Repetimos a mesma mensagem a vocês: a libertação de seus prisioneiros nas mãos de nossos irmãos está relacionada com a retirada de seus soldados de nosso país", declara a voz atribuída a Bin Laden na mensagem de áudio divulgada pelo canal, que tem sede no Qatar.

"A recusa de seu presidente de deixar o Afeganistão é o resultado da obediência dele aos Estados Unidos e esta recusa é uma luz verde para matar vossos prisioneiros".

"Mas não faremos em um momento que seja conveniente a ele", completou.

De acordo com Bin Laden, a posição de Sarkozy "custará caro para ele e custará caro a vocês".

Sete estrangeiros, cinco deles franceses, foram sequestrados no Níger em setembro do ano passado. O braço norte-africano da rede terrorista assumiu a responsabilidade.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

atingidos pela chuva no RJ mandam recados a parentes


Dinorah Lourdes Freiman, de 42 anos, está em Vargem Grande, em Nova Friburgo, e manda um recado para sua irmã, Lara. “Estamos bem. A Filomena (irmã que teve a casa destruída pela chuva) está com a gente, e a filha dela também está bem. Agradecemos a todos pela ajuda”


O lavrador Marcelo Moura, morador de Pilões, tem parentes em São Paulo e no bairro Campo Grande, no Rio de Janeiro. Ele manda avisar que está tudo bem com sua família, que apenas sofreu perdas materiais na propriedade rural. “A tia Margarida e o tio Nelson estão em São Paulo, e a tia Noêmia, no Rio de Janeiro. Estamos todos bem. Estou aqui no Brizolão do Olaria e queria ter notícias deles.”


Dona Maria Adenildes Dias da Silva, 49 anos, moradora de Nova Friburgo, não tem notícias do filho, Marcos Vinícius Dias Gomes, 22, morador de Barra Alegre, distrito de Bom Jardim: “Desde segunda-feira não tenho informações dele. Eu não sei se ele está bem.” Dona Maria também procura informações da sobrinha Sonia Maria da Costa e manda avisar que está bem e abrigada no Brizolão de Olaria, em Nova Friburgo. Contato: (22) 9206-0399


Marinete dos Santos, moradora do bairro de Olaria, em Nova Friburgo, procura pela irmã, Márcia dos Santos da Silva, que mora em Sumidouro, área rural da Região Serrana: “Não tenho notícia dela, contato nenhum. Meu pai e minha mãe estão muito preocupados, mas eu não tenho como buscar notícias dela. Desde terça-feira que a gente não tem contato nenhum dela e não sabe se aconteceu alguma coisa.” Notícias sobre Márcia dos Santos da Silva podem ser enviadas para o número: 22-2522-3940.


Janira Cordeiro Egídio, de 45 anos, auxiliar de serviços gerais, Lisandra Egídio Lopes, estudante de 14 anos e Renato Brochado Lopes, 48 anos, auxiliar de serviços gerais, perderam a casa em Cuiabá. “Queremos mandar esta mensagem para a nossa família, em especial a minha avó, que mora em São José do Vale do Rio Preto, e de quem não temos notícia. A gente está vivo e bem. A gente espera que ela e toda a família estejam bem também.”


Octacílio Roberto Bertoldo, 61 anos, mandou seu recado para as filhas: “Quero mandar essa mensagem para as minhas duas filhas: Fabiana de Alcântara Bertoldo, que mora em Niterói, e Gracie de Alcântara Bertoldo, que mora em Botafogo, no Rio de Janeiro. Está tudo bem comigo. Perdemos a casa e tudo o que tinha dentro, mas graças a Deus estou com saúde e bem. Um abraço para vocês”, disse o motorista, que perdeu a casa no Vale do Cuiabá, em Petrópolis.


Elza José, de 64 anos, também perdeu a casa no Cuiabá, onde morava há mais de 30 anos. “Mando uma mensagem para João Maria, meu irmão, que mora em Leopoldina, Minas Gerais. Perdemos a irmã Maria, mas estamos bem. Um abraço e um beijo para você”


João Barbosa Silva, de 55 anos, mandou seu recado para os familiares em Minas Gerais: “Essa mensagem é para a minha família em Belo Horizonte. Estou bem. Perdemos tudo, mas estamos bem. Assim que as coisas melhorarem, tento falar com vocês”, disse o pintor.


João Pedro dos Santos, de 57 anos, perdeu a casa no Cuiabá. “Essa mensagem é para a minha família que mora na cidade de Lagarto, em Sergipe: Está tudo bem, graças a Deus. Mando um beijo e um abraço para vocês.”


Isabel Pulquéria de Faria Alves, de 68 anos, perdeu a casa no Cuiabá. "Quero mandar uma mensagem para meu enteado, José Antônio Alves, que mora em Mauá, São Paulo. O pai dele, Agostinho Alves, de 72 anos, está bem. Eu e a família estamos bem. Apesar de termos perdido tudo, estamos bem”, diz a doméstica


Maria da Silva, conhecida como Zizinha, manda um recado para a irmã, Margarida da Silva, que mora em Conselheiro Paulino: "Estou bem. Se você também estiver bem, mande notícias”. Ela morava em Córrego Dantas. A enchente entrou em sua casa. Agora, ela está no Ciep de Olaria


Marta da Rosa era moradora de Córrego Dantas. “Minha casa estava enchendo e não sei se ela está de pé. Quero que meu cunhado saiba que eu e meu esposo estamos no Ciep de Olaria. Venham nos buscar”, diz.


Ana Carla Cardoso, morava em Conselheiro Paulino e viu sua casa cair. Ela e os três filhos estão vivos. "Quero avisar a minha mãe, Maria Cardoso que estou bem. Assim que eu recebeu um dinheiro vou visitá-la em Vitória, no Espírito Santo", diz.


Marilia Tardim mora em Nova Friburgo e está atrás de seu sobrinho, Gabriel Hubach, de 1 ano e seis meses. Ele morava com os pais em Jardilândia. Os pais saíram do prédio que desabou e o menino está desaparecido. "Quero achar meu sobrinho. A família dele está toda atrás dele", diz
ela.


Viviane dos Santos mora em Jardim Califórnia, em Nova Friburgo, e é filha adotiva. Ela diz: "Minha casa não chegou a inundar, mas corre o risco cair. Eu saí de lá e vim para Olaria. Quero mandar o meu recado para as minhas duas mães, Belarnina do Carmo e Lindalva dos Santos, que moram em Caxias. Conseguimos sair da casa que inundou".


William Gervasio mora em Jardilândia e diz que a sua casa corre risco de desabamento. Ele foi morar em Olaria e avisa à mãe, que mora em Itaperuna, que ele e os dois filhos, Warlley e Wellerson, estão bem.


Alzira de Paula mora em Olaria e avisa a família que mora em Petrópolis que está bem. Alzira conta que viu, pela televisão, o sobrinho soterrado até a cintura e gostaria de ter notícias dos familiares.


Natália dos Santos, de 37 anos, está preocupada com o irmão. "Meu irmão mora em Campo Grande. Quero saber se ele está vivo. Estou muito preocupada. Também quero dizer a ele que estou na casa de amigos, mas estou bem".


Manuel Joaquim da Silva, de 53 anos, manda recado para a irmã. "Minha irmã mora na Serra do Capim, na roça de Teresópolis. Quero dizer que estou bem e pedir que ela tente me ligar. Não estou conseguindo entrar em contato".


Antenor Rocha, de 49 anos, diz que a família está bem. "Meus 16 irmãos moram em Araponga, Minas Gerais. Quero dizer a eles que eu e minha família de Teresópolis estamos bem e que a casa ainda está de pé, apesar do risco".


Elizeu Afonso, de 22 anos, procura notícias do irmão. "Meu irmão Elias veio do Rio, viu o corpo da minha prima e desapareceu, desesperado. Quero saber se ele está bem. Não sei se ele sabe que eu estou bem".


Sandra Costa de Lima, de 35 anos, está preocupada com a irmã. "Minha irmã Jaqueline mora na roça de Teresópolis. Não sei se ela está bem. Liguei, mas ninguém atendeu. Quero saber como ela está e dizer que eu estou viva. Que estou na casa de uma vizinha, para ela não se preocupar".


Patrícia Garcia de Barros, de 37 anos,está desabrigada. "Meus parentes moram aqui em Teresópolis mesmo, mas não estou conseguindo falar com eles. Quero dizer que estou bem, graças a Deus, mas minha casa acabou".


Gisele Cordeiro, de 32 anos, manda recado para o pai. "Ouvi dizer que meu pai, Dermival Cordeiro, está bem. Ele mora em Santa Rita. Quero que ele saiba que eu estou viva. Assim que eu puder, vou até lá".


Sueli Pereira, 27 anos, está no ginásio Pedrão, em Teresópolis, e manda recado para a mãe: "Minha mãe mora em Viçosa, Minas Gerais. Ela não sabe que eu estou viva. Sem casa, mas bem".


Cristiane dos Santos Machado, sócia da pousada Chalé Wood House, em Itaipava, distrito de Petrópolis, tem percorrido a áerea para distribuir donativos e encontrar a colega de trabalho Marília, de 18 anos, que está desaparecida. "Ela estava no Vale do Cuiabá, quando aconteceu a tragédia, e nunca mais foi vista. Meu Deus, como uma pessoa pode desaparecer assim? Não vou desisitir enquanto não tiver notícias dela", declarou.


Luiza Maria de Oliveira, 49 anos, está no ginásio Pedrão, em Teresópolis, e manda recado para a família na Baixada Fluminense: “Minha família mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quero que eles saibam que eu, meus filhos e meus netos estamos bem, apesar de tudo”.


Pâmela do Carmo Araújo, 18 anos, está no Ginásio Pedrão, em Teresópolis e procura pelo marido: “Estou grávida de cinco meses e não sei se meu marido Izac Oliveira está vivo, mas se estiver, eu quero que ele saiba que nós estamos bem. Nós morávamos no bairro Campo Grande”.


Evandro Caetano, 68 anos, manda um recado para o filho, do ginásio Pedrão. "Ainda não consegui falar com o meu filho. Ele morava no Caleme. Parentes me disseram que ele tá bem. Mas ele não sabe que eu tô vivo, apesar de ter perdido filha e neta".


Joelma Conceição Araújo tem parentes em Jardinlândia e Nova Suíça, bairros afetados pela chuva em Nova Friburgo. Ela não tem notícia dos irmãos Michael, Rosimeire, Silvana e Monica. "Rezo por vocês. Fiquem tranquilos, saí de casa a pedido da Defesa Civil, mas minha casa não foi derrubada. Eu e Sabrina, Samara, Leandro e Jean estamos bem."


Nilséia da Silva dos Anjos, em Vieira, Teresópolis, diz: "Quero avisar a minha irmã Aldiléia, que mora em Rio das Ostras, que eu estou bem. Não consigo ligar, pois aqui o celular não pega. Meu filho perdeu a casa, mas está vivo".


Sérgio Damastor de Lins, de 43 anos, funcionário de hotel de Vieira afirma: “Meus parentes moram em Macaé. Como estou sem telefone, não consigo falar com eles. Estou bem e assim que puder, vou até lá".


Celeste Soares, de 42 anos, está em Vieira e diz: "Estou no abrigo, aqui no hotel. Minha família está em Miracema, Minas Gerais. Perdi tudo, mas estou viva. Gostaria que eles soubessem disso".


Renata da Silva, de 31 anos, moradora de Nova Friburgo manda um recado para o irmão Ricardo Moraes da Silva, que está em Niterói, na Regio Metropolitana do Rio. "Aqui está todo mundo bem. Fique tranquilo. Nossa casa não foi atingida, mas alguns de nossos vizinhos perderam tudo."


Lucilo Firmino dos Santos diz: "Moro no bairro Parque Maria Tereza e tenho família no Recife, Pernambuco. Quero avisar para as minhas tias que eu, minha esposa e
meus dois filhos estamos bem. Nosso bairro foi afetado, mas nossa casa ficou inteira".


Juliana Nascimento, de 12 anos, tenta estabelecer contato com a família que mora em Macaé. Ela acredita que os parentes estejam preocupados. Ela e a mãe Márcia, que moram em Riograndina, em Nova Friburgo estão bem. “Tias Elisângela, Cremilda, Elisania e Isabella podem ficar tranquilas que está tudo bem comigo. Nossa casa não foi atingida e não fica em área de risco. Mandem um beijo para o primo Bruno”.


Monique da Silva Marcelino, de 16 anos, moradora de Riograndina, em Nova Friburgo, ainda não conseguiu falar com os parentes que moram em Jardinlandia, outro bairro afetado pela chuva na cidade. "Quero dizer para o meu padrasto Ivo e para os meus irmãos Pedro Ivo, Letícia e Isabela que está tudo bem comigo e com a mãe. Estou rezando por vocês e espero que nada tenha acontecido aí na casa onde vocês moram”.


Tainá Ferreira, de 6 anos, ainda não conseguiu ver a avó que mora em São Geraldo, Nova Friburgo. Pelo G1, ela manda um recado: “Vó Marcinha, espero que esteja tudo bem com você. Te amo”.


Luis de Freitas Fully, aposentado de 60 anos, ainda não falou com os parentes que moram em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ele diz que os deslizamentos de terra em Riograndina não afetaram a casa dele. “Quero falar para as minhas tias Berenice e Edir que está tudo bem comigo, com a Elza e com as nossas bisnetas Yasmin e Tainá”.


Lucilene da Silva está desde dezembro com a neta Laís de 4 anos e quer avisar para sua nora, Camila Santos, moradora de Magé, no Rio de Janeiro, que ela e Laís estão bem. "Moro no bairro de Jardim Califórnia, em Friburgo. Como é uma área de risco, tive que sair de lá, mas estamos todos bem", conta.


Adenair Vidal Amaral é moradora de Duas Barras. Ela quer dizer que está bem e quer saber notícias de sua filha Mônica que mora em Varginha, Friburgo.


Alexandre Alves Tupini, de 35 anos, é morador de Friburgo e deseja avisar para os pais que moram em Macuco, também em Friburgo, que está tudo bem. Ele está sem telefone e não consegue entrar em contato com a família. "Eles têm problemas de saúde e eu quero avisar que estou bem".


Dulcilene Vasconcelos de Oliveira, de 38 anos, mora no bairro de Conselheiro, em Nova Friburgo. Ela quer avisar para sua tia, Célia e para o amigo, Ralf Scott, que moram em Lumiar, que está viva. "Estou tentando telefonar, mas não consigo falar com eles", diz ela.


Elisabete da Costa Cardoso, moradora de Teresópolis, esteve nesta segunda-feira (17) em um abrigo no bairro Meudon à procura do primo, Marcelo Rodrigo da Silva, também de Teresópolis, que não dá notícias desde o dia do temporal. “É para meu primo entrar em contato com a irmã Adriana, que está atrás dele desde quarta-feira”, pede.


Ivete Benvindo, de 55 anos, que está desabrigada, manda recado para a prima Vera Lúcia da Silva, moradora de Iguaba Grande, na Região dos Lagos. “Eu quero falar que a minha casa desabou, tivemos que sair todos de lá, mas estamos no abrigo, bem. Eu e todos os meus filhos, para ela não se preocupar”, afirmou.


Aparecida Correa de Oliveira, de 41 anos, manda recado para a sobrinha Sueli Correa, que mora em São Paulo. “É só dizer para ela que a gente está bem, no abrigo. Nossa casa não caiu, só estamos esperando a Defesa Civil ir lá para saber se podemos voltar”, pediu.


Maria de Lurdes Vieira Soares, de 66 anos, está no abrigo do bairro Meudon, de Teresópolis, e manda um recado para a irmã Maria Olga Vieira Aguiar e a sobrinha Márcia Regina Vieira Quintanilha. Maria de Lurdes diz ter notícias de que o bairro onde vive a irmã não foi muito afetado pelas chuvas. “Queria que ela viesse ao abrigo me avisar. Quero saber como eles estão”, afirma.